Wednesday, May 28, 2008

Fala, Vitória


O Zoófilo de Redenção

Em Vitória de Santo Antão/PE, no bairro de Redenção, o alvanel José da Silva Araújo, 23 anos, foi detido, acusado de passatempo um tanto bizarro. Depois de praticar sexo com uma jumenta, enfiou-lhe a mão no órgão genital, estripando-a. O animal foi sacrificado, e o zoófilo liberado após registro de TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e pagamento de fiança.
Desde que o mundo é mundo, animais supostamente racionais mantêm contato sexual com animais comprovadamente irracionais. O filósofo Peter Singer, baluarte incansável em defesa dos direitos dos bichos, advoga que a zoofilia não é falta de educação desde que a vida do animal seja preservada. Essa teoria não é aceita pela maioria dos mortais, porque, assim como as crianças, os animais não são capazes de permitir tal relação de forma participativa e emocional. Portanto, o que revolta na relação desse zoófilo com a vítima é a crueldade com que conclui o seu transtorno sexual. Seria impensável imaginar esse desalmado andando por entre a gente. Se não há lei que o encarcere, solto também traduz-se em perigo iminente. Lembro-me de Malhado, que, com atestado de doido, andava perambulando em Limoeiro, até que estuprou e praticou necrofilia com a pequena e indefesa Laís. Aliás, será que o zoófilo de Redenção seria tarado o suficiente para tentar encarapitar-se num tigre?

Sosígenes Bittencourt

Células-tronco em debate



A propósito da discussão sobre células-tronco, adverte o jornalista Alberto Dines, em Significado do Laicismo: “Um chefe de governo laico não pode curvar-se aos dogmas. Ao declarar que o Estado brasileiro é laico (ou leigo ou secular), o presidente Lula apenas reafirmou uma cláusula pétrea das nossas constituições republicanas. Não inovou, apenas reagiu às recentes ameaças de excomunhão aos políticos que favorecem a legalização do aborto. A liberdade de pesquisa é uma forma de buscar a verdade. Nosso país não pode ficar de costas para a ciência. Não pode ignorar os avanços da genética e embargar as pesquisas com células-tronco.”
Já o pastor Silas Malafaia diz que o ovo, ou seja, um óvulo fecundado é um ser humano, porque não será nada mais do que um ser humano adulto, cuja diferença entre ambos é apenas “tempo e nutrição”. Pois, enquanto nutre-se no líquido amniótico, nós comemos arroz e feijão. Portanto, a vida começa na concepção e quem a destrói, comete crime. Afirma que isto não é discussão religiosa, é comprovação científica, da biologia, da genética e da embriologia. Ademais, a Igreja Evangélica não é contra a utilização de células-tronco extraídas do cordão umbilical ou da medula óssea, é contra a utilização de células-tronco, a partir do embrião.

Tuesday, May 27, 2008

Fala, Vitória


Alguém elogiou a colocação de novos semáforos na avenida Mariana Amália, em comunidade no Orkut, explicando que desobstruíra o trânsito naquela localidade.
Em contrapartida, fiz os seguintes esclarecimentos, sob o título "Viaduto".
Embora, num futuro bem próximo, Vitória venha a precisar de um viaduto, de Maués a Água Branca, uma safena passando por cima do "shopping popular" da Praça da Bandeira, aquele poluído labirinto que enfarta a artéria central do coração da cidade. Em dias de feira, os carros de mão são o desaforado semáforo que atropela o fêmur da população. Nesses dias, estão negociando de macaquinho, um escanchado no outro, uma vez que os paneleiros já estão caminhando em direção à Praça Duque de Caxias e a marcha dos fregueses cada vez mais lenta, como se fosse um exército de deficientes ou um acompanhamento de enterro. Forte abraço!
Sosígenes Bittencourt

Monday, May 26, 2008

A arenga entre os filhos de Sem, e os de Maomé também


Nem parece que árabes e judeus são descendentes da mesma família etnográfica e lingüística - semitas oriundos de Sem, filho de Noé e irmão de Cam e Jafé - dada a tremenda arenga em que vivem engalfinhados. E é difícil acreditar em paz, como o otimista escritor israelense Amós Óz, que crê numa paz advinda de mútuas concessões. Acha que a fadiga da guerra gerou a Síndrome da Paz. Jerusalém, por exemplo, o ninho dos profetas, é um lugar sagrado disputadíssimo, onde judeus, cristãos e muçulmanos convivem tête-à-tête, quais bicudos que não se beijam. Foi em Jerusalém que os cristãos viram Jesus pervagar o gólgota e ressuscitar. Já os muçulmanos acreditam que foi em Jerusalém que Maomé ascendeu a Alá, arrimado ao anjo Gabriel. Já os judeus acham que é a Terra Prometida por Deus a Abraão. É a Canaã das tribos de Israel, onde morou o rei Davi, e Salomão ergueu o seu primeiro templo.
Para os cristãos, o Messias já passou pelo mundo. Para os judeus, Ele ainda virá. Dá para crer em paz? Só Deus...
Sosigenes Bittencourt

Friday, May 23, 2008

Índios e facões


Antigamente, índio usava bodurna, tacape, arco e flecha. Hoje, usa facão pra botar moral em cara-pálida. Em 1982, a índia caiapó Tuíra, numa reunião onde se discutia a implantação da hidrelétrica Cararaô, no rio Xingu, esfregou o facão no focinho de José Muniz Lopes, diretor da Eletronorte. O coordenador quase se lambuza do susto que tomou.
Agora, foi a vez do engenheiro da Eletrobrás, Paulo Fernando Rezende. Numa palestra mal interpretada pelos caiapós, em Altamira, a tribo partiu pra cima da vítima, dando-lhe um talho no braço, que mereceu socorro médico-hospitalar.
Sorte não serem canibais, como os Cunhambebes, que, no século XVI, não transformaram o alemão Hans Staden em tira-gosto, porque o estrangeiro, de tão escaveirado de medo, os índios tiveram nojo.

Sosígenes Bittencourt

Thursday, May 22, 2008

Dia do abraço - 22/maio


x
No Dia do Abraço
os meus braços crescem
para abarcar o mundo
num abraço imenso
onde suba bem fundo
a emoções que merecem
o vibrar dum traço...
y
o desenho imenso
onde agora penso
um abraço liberto
à poesia desperto
z
no zênite da felicidade
os braços encontram
o Dia do Abraço!
Denise

Estudando Português

"Mau cheiro", "mal-humorado".
Mau (com u) opõe-se a bom.
Mal (com l) opõe-se a bem.
Assim:
mau cheiro (bom cheiro)
mal-humorado (bem-humorado)
Igualmente:
mau humor
mal-intencionado
mau jeito
mal-estar.

Wednesday, May 21, 2008

Traição e indenização



Antigamente, quando o sujeito levava um chapéu de bode, ficava calado que nem menino urinado. Não raro, a mulher negava de pés juntos e a vítima tentava contornar o vexame matrimonial. Hoje, o traído vai à rádio, bota a cara na televisão e conta tudo tintim por tintim, ao vivo e em cores. E ainda é melhor do que bater a mão ao revólver, amolar a faca peixeira e dar de cara com a Lei Maria da Penha. Outros optam por desenhar um tufo no olho da traiçoeira, regendo-se pela Lei Maria da Peia. Mas, em geral, o fuxiqueiro da própria traição não está nem aí para a sem-vergonha. Tanto faz, como tanto fez.
Até março de 2005, o adultério era crime tipificado no Código Penal, cuja pena variava de 15 dias a 6 meses de detenção. Como não há cadeia suficiente nem para quem manda o semelhante para o cemitério, e a putaria aumentando, a lei foi pro beleléu.
Essa introdução vem a propósito de recente caso em Brasília, quando o juiz de Planaltina condenou uma professora, pilhada em flagrante cornura, a ressarcir moralmente a vítima em 7 mil reais. Diz que alguém fuxicou ao traído que a sua residência havia sido violada por um suposto assaltante. Sobressaltado, o cidadão convidou os amigos para invadir o apartamento. Aí, foi aquela desgraça! A digníssima estava fornicando com um estranho no leito conjugal. Como havia testemunha, o dano moral ficou comprovado. Portanto, ao ingressar na Justiça, veio-lhe a recompensa. Agora, é relaxar e usufruir a dádiva financeira. Na galeria dos traídos, esse deve ser o “Corno Financista”, embora as más-línguas possam apelidá-lo de "Gigolô de Galheira". Mas, há um provérbio latino que serviria para respaldar a providência: "Quid enim salvis infamia nummia." Ou seja, "Que importa a vergonha, se o dinheiro está seguro."
Sosígenes Bittencourt

Tuesday, May 20, 2008

O Saber mais que Show e Milhão

Você sabia...

Que Mané Garrincha atuava na posição de ponta-direita?
Que Tomahawk e Scud são nomes de mísseis?
Que a vitamina C é também chamada Ácido Ascórbico?
Que Júlio Verne é o autor de “A Volta ao Mundo em 80 Dias” ?

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Em que mês é distribuído o Oscar, o maior prêmio do cinema?
( ) maio
( ) março
( ) abril

Jurista que criou a lei que proíbe o racismo no Brasil:
( ) Afonso Arinos
( ) Rui Barbosa
( ) Sobral Pinto

Auguste Comte (1798-1857) foi o sistematizador de uma filosofia de grande influência no Brasil do século XIX:
( ) Existencialismo
( ) Positivismo
( ) Idealismo

“Tosca”, a mais popular obra do italiano Puccini, é uma:
( ) valsa
( ) ópera
( ) sinfonia

Respostas na próxima edição

Monday, May 19, 2008

O odioso do Egito

Bichinho arreliado é o tal do aedes aegypti. Ob-reptício, nele cabem todos os adjetivos, inclusive os mais repelentes. Ardiloso e doloso, na sua forma, no seu jeito de atacar. A muriçoca é noctívaga e ainda executa uma sinfonia, anunciando o seu voejar lúgubre. O aedes pica de dia, veste meião alvi-negro e, diferentemente da maioria dos animais, é a fêmea que é perigosa. Enquanto o macho habita a flora, sugando o néctar do verde, ela bebe, vampirescamente, o sangue da vítima. Caprichosa, desova, preferencialmente, em água cristalina e estagnada. O seu ovo é larva, é pupa, é aedes aegypti!
Embora minúsculo, quase imperceptível, é animálculo potencialmente forte. Democrático, elege todas as classes sociais - os políticos é que se desentendem na disputa da cura de seus efeitos letais. Submete os humanos a toda sorte de vexame, debruçados sobre cisternas, revirando tonéis, pendurados em caixas d'água. Apavorados com as calhas, as lajes, vão emborcando latas e garrafas, catando lixo, do Grajaú a Humaitá, Gávea a Caxambi. Nem a cantora Joyce, canora, é poupada na Zona Sul do Rio de Tom, perfurada na pele, submetida a febre de 40 graus, entrevendo o corcovado em sonhos. O seu ovo é larva, é pupa, é aedes aegypti!
Pica o ator Stênio Garcia, fazendo de sua rotina uma pura novela. Fere a ninfeta Ana Paula Arósio, lambuzando o seu sangue, destrona o momo do samba, prometendo singrar as águas de março, eleger-se o rei do rio. O ser humano parece um Siefried caduco, derrotado por uma revoada de Nibelungos. Só lhe resta uma nuvem de fumacê e acender uma vela de andiroba: para o aedes, ou o homem?
As suas Dengues podem ser Clássicas ou Hemorrágicas, conforme humilhe ou ameace de morte seus enfermos tontos, enjoados e febris.
Sosígenes Bittencourt
(Crônica publicada em 25/02/2008)


Friday, May 16, 2008

Fala, Vitória


Adjetivação e bajulação

Essa questão de adjetivar é bajulação antiga em Vitória. Aqui, diploma-se todo mortal sem a menor cerimônia.
Quando um conterrâneo me chama de professor, fico quieto, pois sei que, além da óbvia dificuldade em articular o meu nome, está falando a verdade. Sou formado em Letras pela anterior Faculdade de Formação de Professores de Vitória, hoje Faintvisa. Mas, eventualmente, quando me chamam de "jornalista", faço ressalva: - Êpa, vamos respeitar os universitários e os formados em Jornalismo.
Não aceito, passivamente, essa honrosa adjetivação. Embora não haja publicado livro, aceito a de escritor, poeta e cronista, pois escrevo todos os dias; não posso consentir a de "jornalista". Aliás, não sou candidato a vereador, sou candidato a eleitor. E, evidentemente, como todos, candidato a uma sepultura em urna funerária.
Forte abraço!
Sosígenes Bittencourt

Monday, May 12, 2008

Internet - bondades e contrariedades



Costumo dizer que a gente só agüenta hacker e a máfia dos cartuchos, impressoras, esses bregueços, por causa da significação e importância da internet em nossos dias. O teclado do computador é a caneta do milênio. Suportamos a sacanagem das operadoras de telefonia celular. Há quem retorne da estrada, para pegar o celular em casa. Quiçá, quem se atire da janela do coletivo em movimento. Minhas colegas de ginásio da década de 60 estão todas vivas e me curtindo mais hoje do que nos idos de nossa adolescência. E nada mais nos promove tanto contato do que a internet. Redescobrimo-nos via Orkut e msn. Que graça, rever fotos de Maria das Graças, aquela boneca de cor morena e coxas roliças, dos tempos do yê-yê-yê. Maria Betânia, afogueada, falante, cabelos buliçosos e hálito cheirando a chicletes Ping-pong. Doraci, a menina do banco, toda no estrinque, rostinho arredondado, pernas torneadas, saltitante que nem um passarinho. Um dia, fomos comer jaca na cozinha da empresa. Eita vontade de beijar! Fosse nos dias permissivos de hoje, teria me atracado sem a menor cerimônia. Não, realmente não dá para viver mais sem essas agora musas, debruçadas nas janelas da internet. Eternizadas pela internet. Internetizadas. I can’t stop loving you. Por isso, agüentamos todos os inconvenientes dos que nos exploram, nos enganam e nos furtam. Hacker, esse pirata invisível e sórdido, antes mero vândalo, hoje assaltante digital. Impressoras e cartuchos, entupimento de cabeças de impressão, tintas que desbotam ao contato da saliva. Celulares, caixa postal, asterisco, jogo da velha, mentiras, OIs fora do ar e Claros às escuras. Porém, a culpa não é da ciência nem da tecnologia, a crise é de sabedoria. O mal pode usar o conhecimento, mas não é inteligente. Já dizia Goethe: Não há nada pior do que a ignorância ativa.
Sosígenes Bittencourt

Sunday, May 11, 2008

Dia das Mães


Hoje, é dia das mães.
Ontem, foi dia das mães.
Amanhã, será dia das mães.
Todo dia, todo tempo
é dia das mães.
Enquanto houver uma pulsação de amor,
onde houver fecundação
será momento de se comemorar a vida.
Hoje é dia da vida.
Não foi em vão que já se chamou a natureza
de Mãe Natureza.
Hoje é dia do instinto,
do misterioso impulso para a multiplicação,
de toda forma de vida,
dos microorganismos,
dos animais, dos vegetais.
Hoje, é dia das mães.
Hoje, é dia da vida.
Hoje, é dia de Deus.
Sosigenes Bittencourt


Saturday, May 10, 2008

Mãe

Mãe é como o sol, aquece.
Mãe é como a chuva, alimenta.
Mãe é como o rio, acalma.
Mãe é como o pão, sustenta.
Mãe é como a flor, alegra.
Mãe é como a semente, frutifica.
Mãe é como a rosa, floresce.
Mãe é como você, meu amor,
Minha mãe.
Elizabete Silva Souza

Friday, May 09, 2008

Aurora Boreal



A aurora polar é um fenômeno óptico composto de um brilho observado nos céus noturnos em regiões próximas a zonas polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar no campo magnético terrestre. Em latitudes do hemisfério norte é conhecida como aurora boreal, nome batizado por Galileu Galilei, em referência à deusa romana do amanhecer Aurora e ao seu filho Bóreas, representante dos ventos nortes. Ocorre normalmente nas épocas de setembro a outubro e de março a abril. Em latitudes do hemisfério sul é conhecida como aurora austral, nome batizado por James Cook, uma referência direta ao fato de estar ao Sul.
Foto: Dr. Fernando Verçosa

Thursday, May 08, 2008

Os três cegos

Nos toscos degraus de um templo onde esmolavam,
três cegos de nascença, unidos, conversavam.

O primeiro dizia, com os olhos apagados,
cravados na amplidão dos céus alcandorados.
- Ai quem me dera a vista, ao menos um momento,
para ver o infinito, o azul do firmamento.
Como deve ser lindo o seu aspecto quando
surge o sol no horizonte e as nuvens se afastando.

O segundo cego falou.
- Quisera ver o oceano.
Dizem que ele possui um coração humano,
que soluça, alta noite, a olhar o céu distante,
da lua solitária o pálido semblante.

Se da sombra em que vivo, extraordinário pego,
me aclarasse uma luz, disse o terceiro cego.
- Não seria, decerto, o imenso azul da esfera,
nem o oceano que geme, ruge, se exaspera,
que iriam procurar meus olhos.
Oh, que ventura! Se liberto afinal desta masmorra escura,
e sem o grilhão deste cruel desgosto,
pudesse eu contemplar de minha mãe o rosto.

(Autor desconhecido)


Wednesday, May 07, 2008

Para sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora ?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia ?
Fosse eu rei do mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

Tuesday, May 06, 2008

Touro




Elemento: Terra
Regente: Vênus
Verbo: Eu tenho
Seu símbolo é um boi. Forma com Virgem e Capricórnio a triplicidade dos signos da Terra. Com pequenas variações nas datas dependendo do ano, os taurinos são as pessoas nascidas entre 21 de Abril e 20 de Maio.
Palavras chaves que definem o Taurino: Escrupuloso, Determinado, Paciente, Amoroso, Materialista, Teimoso, Argumentador.
Seu Signo é do Elemento Terra. Este é o Elemento da concretização, da tomada de forma, da densidade e peso. Ele dá uma estrutura concreta a todas as coisas, confere solidez e substância quando moderado. Mas é também o Elemento que prende, rigidifica e limita quando excessivo. Nos signos do elemento Terra, a expressão da identidade assume um caráter mais reservado e contido, tornando-se funcional e pragmática.
Sol em Touro: "Sou aquilo que tenho". Conhece-se pela concretização, realização, posse e vivência dos sentidos (ver, saborear, cheirar...). Tem uma faceta estética, estável e concretizadora, mas pode tornar-se possessivo e comodista.
Interpretação: Vontade, perseverança e amabilidade. Atração pelo prazer. Firme e determinado, persistente e confiante. Tem a qualidade de esperar seus planos amadurecerem. Gentis e amáveis quando não provocados. Furiosos e imprevisíveis quando ofendidos. Gostam das boas roupas e adoram a boa mesa. Facilidade para acumular bens materiais.

Nascidos sob o signo de Touro: Elizabeth II, Kant, Shakespeare, Saddam Hussein, Maquiavel, Karl Marx, Freud, Evita Perón, Khomeíni, João Paulo II.

Friday, May 02, 2008

Ronaldo X Andréia




Jogo limpo. Quem olha para a cara aparvalhada de Ronaldo e o olhar desaforado do travesti Andréia, já dá pra deduzir quem quis extorquir quem. Primeiro, Ronaldo tem um nome a zelar, sobrando-lhe fama e grana. Homofobia à parte, Andréia nem tem dinheiro e péssima fama. E se Andréia se acha no valor de 50 mil reais, com um falo emurchecido no vértice das coxas vulgares, imagine se portasse o design de pequenos e grandes lábios vulvares. Se houve concurso carnal, no Motel Papillon, pegando carona no nome, Ronaldo deve ter parecido uma borboleta espetando-se no espinho de uma rosa. Camilo Castelo Branco dizia: “Como é belo o pecado quando o coração não confessa.” Uma vez, na delegacia, o pecado virou baixaria. Coitado de Ronaldo, um fenômeno, mas não sabe arrumar mulher pra casar nem transar. Fosse outro mais sabido, esse gay de Sernambetiba não veria neca de pitibiriba. Sustentava que não se escanchou no desaforado e passava-lhe um seixo. Quem já viu boi de maracatu dá em boi de verdade?
Sosigenes Bittencourt

Wednesday, April 30, 2008

Fragmentos (Retrospectiva)

Há 20 anos
Pior que a traição, foi a contradição: Tiradentes, que tirava dentes, teve a cabeça extraída.
Ninguém quer reconhecer que tem uma parcela de culpa e, por isso, um saldo de padecimento.
Há algo de comum entre o Irã e o Iraque: as sílabas da palavra IRA.
O que é bom para as axilas pode não ser bom para a Camada de Ozônio.
Há quem esteja com a vida por um “fio-dental”.
No Concurso para Professor do Estado, não era bom o estado dos professores.
(Abril - 1988)

Há 19 anos
O brasileiro é a favor da Pena de Morte (para os outros), e do Topless (na mulher dos outros).
O homem destrói, há milênios, o mundo que Deus criou em 7 dias.
A inflação é uma infração.
Quebra-cabeça com meu próprio nome: Socine, Socig(é)nes, Soscígenes, Salcisne, Socic, Seu Osi, São Si, Salsicha, Sozinho, Soisso, Solixo, etc, etc, etc
(Abril - 1989)

Sosígenes Bittencourt

Monday, April 28, 2008

De Carli, o Ícaro paranaense

Não adianta procurar o padre cujo corpo está no mar e a alma supostamente no céu. Quem lá somos nós para deduzir, julgar. Sabemos que, não fosse a queda do padre paranaense no mar, talvez jamais soubéssemos que existia alguém de nome Adelir, ademais com tanta fé e tão pouca cautela. São as coberturas jornalísticas, os media. Era domingo, e o padre Adelir de Carli resolveu voar. Queria bater um recorde de tempo, aos 41 anos, como se fora um adolescente radical, inflamado de adrenalina. Há um ditado antigo que diz: “O costume mata o corpo”. Em janeiro, De Carli levantou vôo, pendurado em 500 balões e atingiu 5.337 metros, decolando 4 horas e 15 minutos depois. Saiu de Ampère, no sudoeste paranaense, e foi bater em San Antonio, na Argentina, a 110 km na frente. Foi, em resumo, um vôo internacional. A façanha faz parte do evento Voar Social, invenção que, desde 2005, almeja chamar a atenção para sua pastoral, que presta assistência espiritual e social a caminhoneiros. Roberto Carlos foi mais prudente, cantou uma moda no asfalto e foi de carro para casa. Em contato com seus pacientes, o psicanalista austríaco Sigmund Freud aprendeu que “O homem não acredita na própria morte”. De Carli queria voar 20 horas, repoltreado numa cadeira, pendurada a mil balões, insuflados de gás hélio. Acreditava na própria morte? Não. Ademais, inebriado de tanta fé e turva precaução. Advertido por experts em balonismo, nem respeitou o mau tempo, nuvens, previsões de chuva, a ventania. Caiu ali, livre e solitário, como na expressão “me voilà libre et solitaire”, a cerca de 15 km a leste das Ilhas Tamboretes, a bordo de uma cadeira, impelido pelo vento, nas águas geladas do mar. Ícaro teve suas asas derretidas ao aproximar-se do sol, em desobediência a seu pai, e caiu no mar. Que nosso Ícaro se transforme em Elfo, ente de luz, e Deus o tenha em bom lugar.
Sosigenes Bittencourt

Saturday, April 26, 2008

Não ria se puder

Problema seu

O camarada acordou, apavorado, com a mulher cutucando e fazendo um comunicado:
- Êi, êi, você sabia que a empregada aqui de casa está grávida?
- Problema dela!
- Mas, você sabia que ela disse que o menino era seu?
- Problema meu!
- Êi, e eu, como é que fico nessa história?
- Problema seu! Não vamos misturar os problemas.

Friday, April 25, 2008

Estudando Português

"À medida que" ou "à medida em que"?
Aqui, não se trata do "a" sem acento, como na frase "A medida que ele tomou é drástica". Não é esse o caso. O que estamos discutindo é a locução conjuntiva "à medida que", a qual alguns preferem, erroneamente, substituir por "à medida em que". A forma correta é "à medida que". Apenas um lembrete: "locução conjuntiva" é todo grupo de palavras que relaciona duas ou mais orações ou dois ou mais termos de natureza semelhante.
À proporção que chovia...
"À medida que" significa o mesmo que "à proporção que".
À medida que o mês corre, o bolso esvazia.
Trata-se de uma locução conjuntiva com valor de proporção, introduzindo orações subordinadas adverbiais de proporção.
Há ainda a locução "na medida em que", que vem sendo usada na imprensa e em muitos textos com valor causal.
O governo não conseguiu resolver o problema na medida em que não enfrentou suas verdadeiras causas.
Ou seja, O governo não conseguiu resolver o problema porque não enfrentou suas verdadeiras causas.
Alguns condenam o uso de "na medida em que" argumentando que não há registro histórico dessa forma na língua. Mas o fato é que essa construção já se tornou rotina, mesmo entre excelentes escritores.
O que não é aceitável sob hipótese alguma é escrever "à medida em que".

Tuesday, April 22, 2008

Joaquim x Joaquim














Joaquim José era Tiradentes.
Joaquim Silvério era um endividado.
Joaquim José queria a independência econômica do Brasil.
Joaquim Silvério queria um perdão para suas dívidas.
Joaquim José não obteve o apoio popular devido porque estava preocupado com um tema ligado à riqueza.
Aí, Joaquim Silvério traiu a Conspiração Mineira e expôs o pescoço de Tiradentes à forca.
Fê-lo ao Visconde de Barbacena.
Hoje, deploramos o cavarde fisiologismo de Joaquim Silvério dos Reis e exaltamos o martírio de
Joaquim José da Silva Xavier.
Sosigenes Bittencourt

Abril, Brasil, rimas em "il"

Nada há que mais se pareça
com o Descobrimento do Brasil
que o mês de abril.

Ricas rimas, alveolares articulações
de rimas em “il”.

Aves marinhas esvoaçantes
sob um céu de anil
a 21 de abril,
que Cabral, alcaide-mor de Azurara,
Senhor de Belmonte, viu.

Achou, não achou, descobriu:
ventos tangeram caravelas;
das proezas, a mais bela,
à terra do Brasil.

Sosigenes Bittencourt

Saturday, April 19, 2008

Vera Cruz e Porto



-Uma tarde triste para as páginas da história do Vera Cruz, jogando contra o Porto, neste sábado, no Carneirão. O Galo, precisando vencer para se manter na elite do futebol pernambucano, acabou empatando em 2 a 2 e foi rebaixado para Série A2 na próxima temporada. Com uma grande participação de sua torcida, o Vera começou a partida indo pra cima do adversário. Porém, o nervosismo e a afobação atrapalharam na construção das jogadas. Aos 30 minutos, numa falha da defesa, o meio campista Guego aproveitou e fez 1 a 0 pro Porto. Na busca pelo resultado positivo, na volta pro segundo tempo, o técnico Adelmo Soares substituiu o zagueiro Mi pelo meia Marquinhos, colocando o Galo ainda mais na ofensiva. A resposta do Vera Cruz veio aos 16 minutos, com Ricardo, depois de muita confusão na área do Porto. 1 a 1. Sabendo que este resultado não garantiria sua permanência na 1ª divisão, o Galo continuou pressionando o Gavião na tentativa de virar o jogo, que aconteceu aos 24 minutos, de novo com Ricardo, para total delírio dos torcedores. A explosão de alegria da Torcida do Galo foi interrompida aos 6 minutos, depois do vira-vira do Vera Cruz, quando o jogador do Porto, Joelson, num chute de longe, acertou a trave onde, caprichosamente, na volta, a bola pegou no ombro do arqueiro Deloni e entrou. 2 a 2. Guerreira, a equipe lutou e pressionou o Gavião do Agreste até o apito final de Emerson Sobral, que rebaixou o Galo e fez silenciar o Carneirão. Um fato curioso é que o Vera Cruz fez sua estréia na divisão de elite em 2007, jogando com o Porto no Carneirão e, agora, fez sua última partida na Série A justamente contra o Porto.

Por: Melicio de Oliveira

Friday, April 18, 2008

Sudações rubro-negras


Sou rubro-negro desde a vida intra-uterina, sou rubro-negro genético, pois minha avó Celina, mãe de meu pai, tomava banho e penteava os cabelos para ouvir o jogo do Sport pelo rádio.
Sosígenes Bittencourt

Tuesday, April 15, 2008

A poesia é essencial


Tu, só tu
Não verso mais a Capitu
Nem de Dante, a Beatriz
Verso agora apenas tu
Mais nem outra meretriz
Nem Marília de Dirceu
Muito menos Bovary
Nem Julieta de Romeu
Verso agora apenas ti
Nem Carlota Joaquina
E até mesmo escrava Isaura
Quero somente a menina
Que me refresca de aura
Carolina Xavier
Deixarei para Machado
Quero apenas a mulher
Do cabelo cacheado
Nem a garota de Ipanema
Nem as meninas da gare
Nem a virgem Iracema
Quero apenas quem me cale.
Eridelson Silva

Caso Isabella Nardoni



Não há quem não esteja nesse instante desejando que não tenham sido o pai e a madrasta da pequena Isabella Nardoni, os seus reais e desumanos assassinos, para que a face do crime não se torne mais carrancuda e torpe. Ademais, a frieza, levantada pela crítica em geral, de que a mãe não esboça nenhum desespero é outro detalhe que desafia a imaginação dos mais sinistros escritores e cineastas conhecidos. O que estará acontecendo com o nosso país, onde criança é arrastada pelas ruas pendurada em porta de automóvel, outra é torturada com as mãos atadas para o alto, e atira-se menina de edifício como se fora um brinquedo, algo sem vida, sem sonhos, inanimado? Ah! Foi-se o tempo em que todo adulto era pai de toda criança. Pai e protetor, em quem se podia confiar. Já não basta nossa cota de assassinatos ultrapassar anualmente o número de 48 mil, o que a ONU considera estado de guerra, ainda temos que catalogar crimes pérfidos, covardes, contra inocentes. Que qualidade de gente somos nós, que rumo tomamos, depois de tanto avanço tecnológico e científico, tanta ciência, sem sabedoria? A quantas anda nossa espiritualidade, nossa fé, nosso amor ao próximo, nossa misericórdia? Isabella Nardoni é filha de todos nós, de todos os indignados, todos que amam seus filhos e temem por suas vidas. Nosso clamor por Justiça parece um pesadelo, e os peritos criminais parecem encenar uma peça fantasmagórica à cata de monstros.
Sosigenes Bittencourt

Monday, April 14, 2008

Fala, Vitória



Orelhão Portátil

Tenho um celular da Claro, há anos, e nunca o roubaram. Já deixei o monstrengo em cima de mesa de bar e fui passear. Este celular, pelo tempo que possuo, já caiu uma porrada de vezes e não quebra nem a pau. Talvez, porque o sujeito seja simplesmente horroroso. Para vocês terem uma idéia, eu o apelidei de "Orelhão Portátil". Contudo, pela promoção da ÔI - essa que você bota 10 reais e ganha 100 - comprei um no valor de 99 mil réis. Não deu 10 dias, um safado o furtou - diga onde? Onde? Onde? Claro que foi no Posto Cidade. De madrugada. O meliante pediu cerveja, fumou cigarro "se-me-dão" e ainda carregou o meu pobre ÔI. Agora, me diga: É, ou não é, uma desgraça! Quando Melchisedec era vivo e morava lá atrás da Delegacia, só ouvia o estardalhaço das estudantes, gritando como umas loucas, levando botada de assaltante, nas barbas da Polícia. O próprio Melchisedec, fundador da Academia de Letras, com mais de 80 anos, levou revólver na cabeça exatamente na Praça do AABB.
Sosigenes Bittencourt

Wednesday, April 09, 2008

A amuada



É, ou não é, uma gracinha, o que essa pequerrucha fez com o presidente João Baptista Figueiredo, em 1979, quando o general participava do lançamento do primeiro carro a álcool no Brasil? Parece que a menininha estava adivinhando. Figueiredo seria o último presidente do ciclo dos generais, iniciado no regime militar em 1964. O amuo deu-se no Palácio da Liberdade, em Minas Gerais. E ninguém melhor do que o repórter Guinaldo Nicolaevsky, com esse nome de russo, para registrar situação tão russa. Damos por vista o que o presidente não teve vontade de fazer com aquela mal-humorada em pleno regime de exceção, época em que se atirava gente amarrada no rio, dava-se choque em testículo e arrancava-se unha a alicate. E Figueiredo ainda levou sorte, porque a engraçadinha apenas lhe negou a mãozinha e fez um beicinho, entronchando a carinha safadinha. Fosse hoje, na era da Egüinha Pocotó e a dança na boquinha da garrafa, ele teria visto o que é bom pra tosse. No mínimo, o dedinho médio imitando um minúsculo pênis em posição de sentido, uma língua estirada, ou um estalar de banana.
Sosígenes Bittencourt

Tuesday, April 01, 2008

A poesia é essencial

Dúvida

Entre o claro e o escuro
Entre a emoção e a razão
Entre o óbvio e o obscuro
Há uma mente em erupção
Há um descontrole de tudo
O que é normal se extravia
O bizarro se anexa
E o agitado silencia

Samuka Voice

(Samuka é locutor de rádio e funcionário da Rádio Vitória FM em Vitoria de Santo Antão-PE)

Saturday, March 29, 2008

Os carniceiros de Goiânia



Se a diabólica Sílvia Calabrese Lima sofre das faculdades mentais, o que dizer de sua mãe, seu filho, seu marido e a mãe biológica da menina, que assistiam de camarote à carnificina que estavam praticando contra aquela pobre e indefesa criatura? Será que todos são loucos, todos foram torturados na infância e enlouqueceram? Onde está a sensibilidade, a indignação desses estranhos seres humanos? Coitada da vítima, encurralada por tantos algozes ativos e passivos. O perdão de Sílvia, em meio a lágrimas, não diminuirá sua culpa nem servirá de atenuante para 3 décadas de prisão que lhe estão reservadas. Na realidade, não se trata de uma congregação de doidos, mas de um complô de carniceiros, de manicacas de Satanás. Tanto que mentem descaradamente. A empregada nem parece ter alma de mulher, conivente e participante ativa das torturas. Será que dona Sílvia a hipnotizou? Vanice Maria Novaes, de 23 anos, é um abutre do lar. Nem a mãe de Sílvia, a bruxa Maria de Lourdes, com 82 anos, já com a existência praticamente vencida, deu um pio. E como mente a doadora biológica, Joana D’Arc da Silva, ao dizer que jamais notou marcas de sevícia na menor. A língua pepinada de alicate, as unhas arrancadas, o pânico em sua pupila. Segundo estudiosos, pedofilia não tem cura. Desalmados que abusam de crianças ou não se apiedam do seu sofrimento, não podem conviver em sociedade. O que nos leva a concluir que dona Sílvia não chora de arrependimento pelo que fez, mas pelas conseqüências advindas. Enclausurada, abominada pelo povo e ameaçada de morte. Uma vez instrumento do Diabo, agora sua presa. E que ninguém brinque de libertá-la, como fizeram com Malhado, em Limoeiro-PE, a rapina da pequena Laís, que a estuprou em vida e post mortem, pedófilo e necrófilo, posto nas ruas, apesar de laudo psiquiátrico contrário à sua liberdade condicional. Foi-se o tempo em que todo adulto era pai de toda criança.
Sosígenes Bittencourt

Wednesday, March 26, 2008

Áries




20 de março a 20 de abril
Elemento: Fogo
Regente: Marte
Verbo: Eu quero
Anatomia: Cabeça
Primeiro signo astrológico do zodíaco, situado entre Peixes e Touro e associado à constelação de Áries. Seu símbolo é um carneiro. Forma com Leão e Sagitário a triplicidade dos signos do Fogo.
A agilidade, a aventura e a coragem estão contidos no conceito do primeiro Signo do Zodíaco.
Segundo alguns astrólogos, os arianos amam projetos novos. São criativos, adaptam-se a qualquer situação, mas costumam ser um pouco precipitados. As qualidades de Áries incluem uma natureza agressivamente extrovertida, curiosidade e jovialidade, espírito inquieto e selvagem, mas alguns traços negativos são rudeza e a irritabilidade.
Arianos famosos: Adolf Hitler, Manuel Bandeira, Bach, Ayrton Senna, Getúlio Vargas, Charles Chaplin, Leonardo da Vinci e Roberto Carlos.
Parabéns a todos e aquele abraço!

Tuesday, March 25, 2008

Fragmentos (Retrospectiva)

Há 20 anos
De vírus em vírus, aids do Brasil!
De aids em aids, vírus o Brasil!

Em tempo de Controle da Natalidade, disse o espermatozóide ao óvulo: - Amigos, amigos, fecundação à parte!

O aposentado anda com medo de que o aposentem do recebimento.

Parte do funcionalismo ameaça não funcionar, que será o funcio(não)lismo.

O pastor negro Jesse Jackson é o mais novo herdeiro espiritual de Martin Luther King. Sua cabeça deve ser à prova de conselhos e pedradas.
(Março - 1988)

Há 19 anos
Os Estados Unidos querem saber quantos hectares tem a Amazônia. Devem estar querendo se apossar de algum terreno aqui no Brasil.

Na votação de Aluísio Alves para o Superior Tribunal Militar, foi encontrada uma bolinha a mais, ao final da contagem dos votos. Fizeram “bolinha” na nomeação do ex-ministro.

A diferença entre Moisés, da Bíblia, e Moisés, candidato a vereador, é que o profeta subiu o Monte Sinai, e o candidato, a Vila da Cohab.
(Março - 1989)
Sosígenes Bittencourt


Monday, March 24, 2008

Ressocialização?



Tomei conhecimento essa semana, plugado na mídia, de que a Secretaria Executiva de Ressocialização vai contruir, este ano, 25 cadeias públicas e recuperar outras 25 aqui no Estado. Quero ater-me ao verbo. Como se pode "ressocializar" quem nunca foi "socializado". Quem nasceu em péssimas condições habitacionais, sanitárias, passou toda sorte de privação, não teve educação doméstica nem escolar e terminou por enveredar pelo crime, obviamente não foi "socializado", foi marginalizado. Como se ressocializa um excluído social?
Sosígenes Bittencourt

Friday, March 21, 2008

Cristo e Maluf

Em Nova Jerusalém, em plena Campanha pela Presidência, Paulo Maluf está na platéia. No palco, braços abertos, Pilatos indaga a multidão diante do Palácio do representante romano:
- Povo de Jerusalém, não quero ser culpado pelo sangue de um inocente. Vós julgueis. O poder romano permite que eu solte um dos acusados. Solto Cristo ou Barrabás?
No meio da platéia, uma voz soou mais alto:
- Solta os dois e prende Maluf.

Wednesday, March 19, 2008

Ser ou não Ser? por Lua Jeniffer





É incontável a quantidade de escritores, poetas, pintores, escultores, músicos, enfim, artistas e esforçados da mente que tentaram pelo menos uma vez na vida explicar o que é ser.
"Ser ou não ser? Eis a questão", disse Shakespeare.
"É terrível ser? Dói? É bom? É triste?" indagou Drummond.
"Sê tudo em uma coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes", sugeriu Fernando Pessoa. E assim prossegue por séculos e séculos essa eterna busca, essa exacerbada exigência de encontrar o ser.
Ora, amigo leitor, tu és? Eu sou? Se não és ainda, quando for avisa-me, por favor, pois hei de encontrar meu ser no mesmo lugar em que encontraste o teu. Acho que pensar é ser, ou talvez não, pensar pode ser uma forma de saber que nada é.
Às vezes caminho em lagos, em mares ora tranqüilos, ora revoltos, águas essas que não existem. Às vezes penso que sou uma minúscula célula dentro de outra célula, que por ventura se encontra dentro de outra célula e assim sucessivamente.
Também penso que o universo está dentro de mim e eu estou dentro de uma coisa muito maior que o universo. Penso que o sentir é ilusão, na verdade ninguém sente nada, ninguém é ninguém. De repente uma força cá dentro, talvez o próprio universo querendo explodir, mostrar-me que existe algo que é, algo que sempre será. Daí vomito trilhões de estrelas, estrelas de todas as cores, e finalmente creio que Deus é, que a natureza sábia é, que a vida também é. Do resto nada sei, mas não irei perder tempo em descobrir. Como os filósofos, procurarei usar a lógica: se faço parte de Deus, da natureza, da vida, automaticamente eu sou! Ah, amigo leitor, meu estimado amigo, tu és?
(Olá, Sosígenes, fico muito feliz em vc publicar meu artigo em seu blog, viu!
Tenho 22 anos, moro em Vitória mesmo, sou estudante de enfermagem na UFPE - CAV , escrevo desde os 13 anos. Escrevia no Jornal Imprensa Jovem, onde você tbm tinha um espaço...
Também adoro receber seus torpedos, cada um uma surpresa rs
Tudo de bom pra você! Fica com Deusss
-- LUA JENIF
FER
)

Saturday, March 15, 2008

O Cajueiro



Recebo neste sábado, 15 de março de 2008, e-mail, remetido pelo jornalista Marcus Prado, que merece respeito. Vou resumi-lo para os curiosos leitores deste blog, salientando o que achei mais curioso e pitoresco. A correspondência eletrônica versa sobre o zelo do CEC (Conselho Estadual de Cultura), pela preservação do meio ambiente e termina por citar um artigo do médico e escritor Amaury Medeiros, intitulado “O Cajueiro” e publicado no Jornal do Commercio.
Os livros registram que a mais antiga descrição do cajueiro foi feita em 1558 por Thevet (André Thévet - frade franciscano francês, explorador, cosmógrafo e escritor). O botânico Lineu (Carlos Lineu - botânico, zoólogo e médico sueco) lhe concedeu a designação científica de Anacardium Occidentalis. Nome pomposo que se refere ao aspecto físico do caju: Ana = como, Kardia = coração.
A castanha por seu turno é reniforme (com a forma de um corte longitudinal mediano de um rim). Isso parece conferir-lhe algumas características humanas. Talvez seja o fruto mais brasileiro de todos.
Servia igualmente de resposta às adivinhações. – "O que é, o que é? A fruta que tem a semente fora da casca?"
São múltiplas as propriedades e usos do caju.
O famoso folclorista Luiz da Câmara Cascudo considerava o suco de caju com farinha de castanha a "gulodice suprema".
O caju tem três vezes mais vitamina C que a laranja, sendo superado apenas pela acerola.
De Boa Viagem, Piedade, Candeias e Venda Grande, os cajueiros formavam matas onde se podia ficar perdido.
"Os homens construíram suas moradas sobre um cemitério de plantas", no dizer de Mauro Mota.
Para que se tenha uma idéia prática da devastação, só lembrar que o local onde hoje está instalado o Real Hospital Português de Beneficência, do lado meridional da Madalena, chamava-se antes de Cajueiro. (Amaury Medeiros é membro da Academia Pernambucana de Letras)
Certa vez, li de Gilberto Freire uma comparação de cajus com peitos de moça bonita.
Sosígenes Bittencourt

Wednesday, March 12, 2008

Fala, Vitória


Reclamação em volta do Pedro Ribeiro
Quando eu era menino - faz um tempinho - ouvia dizer o refrão: Colégio Pedro Ribeiro, entra moleque, sai maloqueiro. Obviamente, nada contra o corpo docente do Colégio, que deve ter pessoas abnegadas à sua frente e principalmente porque os fatos estão ocorrendo nas imediações do educandário. Ouvi dizer que os meliantes esfregam a mão no focinho das vítimas, tomando-lhes os pertences.
Um tempo desses, também me contaram que lá por trás da delegacia, como quem vai para Maués, só se ouve o alarido das estudantes, acuadas pelos trombadinhas. O remédio é meter essa fauna parasitária no xadrez e dar fim às chaves.
Sosígenes Bittencourt

Saturday, March 08, 2008

Musa do Vera Cruz


Promovido pela Rede Globo Nordeste, o concurso “Musa do Pernambucano” é uma disputa fora dos campos que também enche os olhos do torcedor e dá um charme a mais à competição.
No Pernambucano deste ano, a representante do Vera Cruz é a linda e simpática Kelly de Souza Amorim, de 21 anos, 1,69m e 57 Kg.
“Para mim, é motivo de muito orgulho representar o Vera Cruz neste concurso que, apesar da disputa ser fora dos gramados, também é bastante acirrada”, declarou a musa.
Para o torcedor do Galo participar do concurso e ajudar a eleger Kelly a “Musa do Pernambucano”, é só acessar www.bolao360.com.br/musasParticipe!
Por Melício de Oliveira
Comentário: Nada melhor do que amanhecer um domingo, arrumando a fantasia para ver o clube de sua cidade jogar. Além do mais, contemplando esta jovem insuportavelmente linda, que é a musa inspiradora de pebolistas e torcedores, em busca da vitória.
O jogo será às 16:00h, no Carneirão, em Vitória de Santo Antão, contra o Santa Cruz, pelo Hexagonal da Morte.
Sosígenes Bittencourt


Wednesday, March 05, 2008

Qüiproquó abaixo da linha do Equador


É natural que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, esteja arretado com Hugo Chávez, depois de constatar que o presidente venezuelano, empedernido anti-americano e metido a ditador, anda fornecendo grana para as Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas). Estranho é ultrapassar as fronteiras equatorianas e passar fogo nos seus conterrâneos em território alheio. Baseado em documentos que comprovam a doação de 300 mil dólares de Hugo para as Farc, Uribe aproveita a carona para acusar o presidente do Equador, Rafael Correa, de também abrigar terroristas em suas fronteiras. O pega-pra-capar ainda piora quando, no extermínio aos guerrilheiros, tomba morto o líder de guerrilha Raúl Reyes, terminando caricaturado em boneco e acutilado pelos seus adversários. A encrenca é tão grande entre Caracas, Bogotá e Quito, que vai terminar no TPI (Tribunal Penal Internacional), em Haia (Holanda), porque Uribe acha que Chávez está cometendo crime contra a humanidade, patrocinando terrorismo abaixo da Linha do Equador.
Apressado e falante, Rafael Correa, o do Equador, vem conversar com Lula sobre paz, quando o presidente brasileiro governa um país que assassina mais de 45 mil pessoas por ano, sem estar arengando com nenhum vizinho. Perseguido pelos repórteres, Rafael diz que, se o governo colombiano não consegue acabar com as Farc em seus próprios domínios, como é que exige do Equador a expulsão daquela desgraça. E ainda fuxica que tem Farc até aqui no Brasil.
Até o enxeridíssimo presidente norte-americano mete o bedelho, acostumado a invadir o que é dos outros e matar sem piedade, declarando apoio à Colômbia e acusando a Venezuela de 'ato provocativo'. Como Lula se sente com a bola toda no episódio, assistindo briga de camarote, o menino de Caetés diz que vai pedir à OEA (Organização dos Estados Americanos) que investigue o caso. Quem diria?
Sosígenes Bittencourt

Monday, March 03, 2008

Não ria se puder



Em fevereiro, mais precisamente no Carnaval, estava chupitando uma loirinha gelada na companhia de uma boneca, numa barraca de cachorro-quente, quando sentou-se um septuagenário, bêbado e mal-amanhado, numa mesa ao lado e começou a se amostrar:
- Eu conheço a letra A... Eu conheço a letra A...
Capenga e meditativo, balbuciando coisas que ninguém entendia, de repente alterava a voz:
- Eu conheço a letra A... Eu conheço a letra A...
Pensando em me livrar do incômodo, formulei-lhe uma pergunta: - Diga uma palavra com a letra A.
Balançou-se pra lá, balançou-se pra cá, mastigou-se todo, deu uma cusparadinha linguodental e:
- A de aIvião!
rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
Animadíssimos com a risadagem e a carnavalização, arriscamos novamente:
- Diga outra palavra com a letra A:
Capengou pra lá, capengou pra cá:
- A de amEnhecer!
rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrssrs
- Bom, cidadão, para terminar, diga a última palavra com a letra A, que eu lhe pago uma cachaça para o senhor ir embora.
- A de... A de... A de... A polícia!
Como a menina deu uma gaitada que quase tinha uma turica, pedi encarecidamente a conta, coloquei-a debaixo do sovaco e dei o pira.

Sosígenes Bittencourt