Gente importante demais não pode fazer o que gente sem importância faz.Apesar de diretor-gerente do FMI, o francês Dominique Strauss-Khan é um sujeito simples. Habita o Olimpo, sem nada de deus grego, sendo um mortal comum. Dominique nem parece criatura de alta confiança, responsável pela agiotagem que alimenta a corrupção das republiquetas de banana abaixo do Equador. Importantíssimo, cheirosinho a tutu, podendo mimar qualquer Barbie sobre o colo, é acusado de pegar mulher na marra, praticar todo item do cardápio sexual e obrigá-la a fechar o bico. Em cima do assassinato cinematográfico de Osama Bin Laden, é prato cheio para o norte-americano pousar de Paladino da Justiça. Rebocar Dominique algemado, a bordo de camburão, dá toda pinta de que o xerife do mundo faz Justiça nas terras de Alá e cá. Nas terras de Alá, Dominique correria o risco de ser plantado no chão e apedrejado no cocão. Aqui, é melhorzinho. Desfila de paletó e gravata, com direito a exame de sangue e xilindró à prova de suicídio. Chamado de “Chimpanzé no cio”, Dominique não pode ver um rabo de saia. Até uma empregada de um hotel de Nova York o acusa de bolinagem vaginal. Adultescente e meio safadinho, Dominique poderia ter sido mais cauteloso - sabe-se lá o frenesi que lhe assanhou a genitália. Preso em avião da Air France, ia dar um saltinho em Paris. É que anda de olho no trono de Sarkosy. Porém, se ficarem provadas as safadezas carnais de que o acusam, o francês pode pegar 30 anos de xadrez.
Imprudente abraço!
Sosígenes Bittencourt















































