para enxergar o interior das mulheres.
Sosígenes Bittencourt
Homem é diferente de bicho. Bicho ama o amigo e ataca o inimigo. Homem se agacha diante do inimigo e ataca o amigo. Homem mistura AMOR com ÓDIO. Outro detalhe, ódio pode juntar, reunir. Uma categoria pode se juntar pelo ódio. Alunos podem se agrupar pelo ódio ao professor, homossexuais pelo ódio aos heterossexuais, até Cristãos entre si, como Católicos e Protestantes. Basta divergir. Já vimos até torcedores arengando entre si.
Um dia de sábado, amanheci com um cidadão de Glória do Goitá em minha porta me perguntando se eu era Pai de Santo. Abismado com o paradoxo, pois nem cara de Pai de Santo eu tenho, resolvi interpelá-lo: - Embora não seja Pai de Santo, mas por questão de curiosidade, o senhor poderia me dizer o que o incomoda tanto?
A diferença é que antigamente nós cantávamos o Hino Nacional com sentimento CÍVICO, com PATRIOTISMO, de queixo arrebitado e peito estufado. Hoje, a turma masca chiclete e fica olhando de lado. Hoje, canta-se o Hino Nacional até para animar Campeonato de Porrinha. Eu já ouvi o Hino Nacional em ritmo de Pagode. Tá ligado?
Comigo, foi assim.
Assim como a mulher, o homem sempre sofreu carência. Carência não tem gênero. O que existe é preconceito. Por exemplo: a mulher não pode manifestar sua SEXUALIDADE nem sua AGRESSIVIDADE. É considerada safada e masculinizada. O homem não pode manifestar sua AFETIVIDADE nem o seu MEDO. Quando um homem manifesta o MEDO de perder a mulher por quem sente AFETO é considerado CARENTE. Isto é preconceito.
Há pessoas que trabalham para ser feliz no final de semana. Isso não funciona. Eventualmente, você pode ter um final de semana totalmente fora de suas perspectivas. Quer dizer, você precisa ser feliz hoje, não importa que dia ou que horas são. Portanto, é importante anotar que lidamos com o imprevisível. Lá na Bíblia está o conselho: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo."
Tenho classificação mais digna para quem possui alguma habilidade rentável: Freelancer. No Brasil, é chamado de FRILA, aquele profissional que trabalha autônomo e se autoemprega.
Antigamente, falsificava-se eleição, rasurando o votinho; hoje, falsifica-se eleição, enfiando o dedinho.
Bom salientar, pessoal, que a história do TRIO ELÉTRICO começa em Salvador, em 1951, quando DODÓ e OSMAR contratam outro músico, formando um trio, e saem em cima de uma FUBICA tocando FREVO PERNAMBUCANO. Era uma homenagem ao que aconteceu no ano anterior, 1950, quando um bloco de Recife parou o Carnaval Baiano com um show de execução de FREVO. Com a palavra MORAES MOREIRA: E o frevo que é pernambucano, ui, ui, ui, ui / Sofreu ao chegar na Bahia, ai, ai, ai, ai / Um toque, um sotaque baiano, ui, ui, ui, ui / Pintou uma nova energia, ai, ai, ai, ai
Minha fantasia é barata, porque é natural. Não precisa de patrocínio ou investimento, a natureza já se encarregou de me fantasiar. Embora, sem neto ainda, sou o avô das meninas, sobretudo das solteironas casadoiras e separadas esperançosas. A música que canto nos ambientes por onde passo é a modinha de finado Capiba, MODELOS DE VERÃO.
PORQUE É CARNAVAL
A CALÇADA é pública. Quando alguém se apropria da calçada, PRIVATIZA o que é público. Aquilo que é PÚBLICO é direito de todos e não PERTENCE a ninguém. Mototáxi estacionado na orla do asfalto é um absurdo. O asfalto foi feito para TRÂNSITO de veículos, não para ESTACIONAMENTO de veículo. Mototáxi tem de circular, não pode estacionar na via pública. Se estaciona na via pública, ENGARRAFA o trânsito. Será que é difícil entender isso?
A palavra vem de “ferver”. Por corruptela “frever”, dando, naturalmente, “frevo”, palavra já consagrada no “Dicionário dos Brasileirismos”, de Rodolfo Garcia.
Este é o insuportavelmente emporcalhado Senhor Lama. É pouco investimento e muita criatividade. De aspecto sebosíssimo, dependendo da origem da lama, deve feder pra caramba. A resistência da pele é de desmoralizar as teses e avaliações dermatológicas mais profundas. Feito o alcoólatra que é condenado pela Medicina, e o médico morre primeiro.
Lentidão em atendimento bancário é safadeza. Banco atua fora da Lei, desobedece impunemente as normas de atendimento. O banco poderia colocar 20 caixas para atender. Estaria gerando emprego e tratando o cliente dentro da Lei. Ademais, banco é bando, porque assalta o usuário sem ter a quem prestar contas. Ponha seu dinheiro numa conta bancária e volte 6 meses depois. Ou eu estou inventando conversa?
Todo ano, surge essa discussão. Obviamente que, se a invenção de Dodô e Osmar não houvesse se espalhado por outras regiões, não haveria essa celeuma entre os ritmos regionais. Mas, marketing é marketing. A mídia apoiou e a praga se disseminou. O que não aconteceu com o frevo pernambucano, que não se difundiu e, portanto, ficou um espetáculo doméstico, de nossas tradições e de nossas plagas. Evidentemente que, se o Trio pegou o universo adolescente, passou a fazer parte de sua história. Resta, apenas, preservar o Carnaval tradicional, com execução de nossas músicas, do ritmo mais genuinamente nacional - segundo Gilberto Freire - que é o "frevo". Afinal, não devemos sepultar nossas tradições, nossa cultura, em nome de produtos importados. Vale ressaltar, no entanto, que essa convivência deve ser pacífica, não resvalar para aquele posicionamento radical e binário: ou isso, ou aquilo. O respeito deve imperar, em nome do humanismo. O radicalismo exacerbado é o prelúdio do fundamentalismo intolerante. E se o Carnaval de Trio passar - tenham certeza - surgirá coisa mais estranha aos admiradores dos velhos Carnavais, o Carnaval das orquestras de frevo. Sempre haverá esse choque, entre gerações, difícil de administrar, tendo como único caminho a tolerância e o diálogo. É como aquela velha polêmica: o que é melhor, The Fevers, ou Calcinha Preta? O que sabemos é que The Fevers parece ser eterno. Ainda hoje, toca. Não sabemos, evidentemente, se o forró eletrônico permanecerá, ao longo de tantas décadas, a tocar. O que promove certa reação é que a música está se traduzindo em ensurdecedores batuques, sem variantes, sem literatura, como se a arte estivesse em crise, ou o verdadeiro artista, aquele reconhecidamente inspirado, estivesse em extinção. Essa melancólica constatação merece especial abordagem, pois os sublimes valores do ser humano devem ser preservados, o que sempre o distinguirá dos demais seres vivos do planeta.
Não é possível se falar em Dia do Frevo, sem se referir a Pernambuco, Vassourinhas e Felinho. Porque não há dúvida de que o frevo nasceu entre Olinda e Recife, e é o único ritmo genuinamente nacional.
E quem mandou deputado trabalhar? Onde consta que deputado tem obrigação de trabalhar? Deputado é REPRESENTANTE do povo. Como o povo não REPRESENTA nada para deputado, o que terá deputado a REPRESENTAR? Deputado é REPRESENTANTE dele mesmo. E REPRESENTA bem o seu papel, o de defender os seus interesses. Por acaso, está lhe faltando alguma coisa? Agora, se os deputados não têm o que fazer na Assembleia, por que ainda tomam cafezinho com o nosso dinheirinho? Que negócio mais mesquinho.
Chamar pela mãe do próximo, quer precise, quer não precise.
A diferença entre uma mulher VULGAR e uma INVULGAR está no procedimento. A vulgar é pornográfica, a invulgar é erótica. A PORNOGRAFIA é o nu sem mistério, o nu sem arte, o EROTISMO é a sugestão do nu, onde há espaço para a imaginação.
Dilma Roussef deu um saltinho ali em Cuba, mas não deu um pio sobre o Regime Cubano. Quem ficou enjicada com sua atitude foi a blogueira e encrenqueira Yoani Sánchez. A jornalista queria que Dilma metesse o pau no desrespeito aos Direitos Humanos no sítio da família Castro. Obviamente, nossa presidenta não quis correr o risco de ter a palavra CASTRADA.
A Polícia deve ter peitado gente sob o efeito da FALSA VALENTIA provocada pelo uso de droga. Geralmente, quem usa droga não está bem intencionado. Quem quer fazer coisa errada, não toma um cafezinho como estimulante. Usa droga para entrar no clima. Rita pode ser condenada a prestar serviços comunitários por desacato a autoridade. Tipo varrer cotoco de maconha em BAILE FUNK na cidade.
Adolescente não tem juízo para usar droga. Droga é para usuário, não para dependente. O usuário usa, o dependente não consegue viver sem usar. Droga não pode ser usada em público, por causa do direito do outro. O direito de não conviver com o imprevisível, ao lado de quem está fora da realidade. Em casa, a responsabilidade é da família. Na via pública, a responsabilidade é do estado. O cigarro mata, mas não desmoraliza. O álcool desmoraliza, mas depende da quantidade. A droga faz efeito instantâneo. No Brasil, ninguém jamais proibiu droga. Não há nenhum programa efetivo de combate às drogas. Cidadão de toda escala social a usa: políticos, empresários, vagabundos, cristãos, anjos e demônios. A Polícia não tem o poder de combatê-la sem amparo da Justiça. Na condição dúbia, a própria polícia termina por se envolver com o tráfico. Filosoficamente, ninguém pode ser preso por uso de droga, porque ninguém pode ser condenado por tentativa de SUICÍDIO. Não obstante, todo usuário deveria ser condenado pelos ATOS decorrentes do uso de drogas. E, finalmente, o procedimento deveria ser igual para todos. Não se pode baixar o cacete num drogado esmolambado e alisar um drogado engravatado. O resultado é o que aconteceu no show de Rita Lee. A polícia se irrita e mete o pau no povo, Rita se irrita e mete o pau na Polícia.
Isso é DITADURA braba. Num mundo que considera PALMADA crime, a cena revela que aquilo que é proibido ao povo, é concedido ao autoritarismo. Autoridade se conquista pelo exemplo, autoritarismo é imposição e falta de respeito. É fácil de entender. A DITADURA desarma a população e proibe castigo, não porque queira combater violência, mas porque quer ESTATIZAR a violência.