Tuesday, October 21, 2014

TANTRA



1. Case com quem você gosta de conversar. (afinidade)
2. Não acredite em tudo que ouve. (lógica)
3. Não gaste tudo que tem. (autocontrole)
4. Não durma tanto quanto quer. (tempo)
5. Quando perder, não perca a lição. (sabedoria)

Tantra (do Sânscrito: tratado sobre ritual, meditação e disciplina), yoga tântrico ou tantrismo é uma filosofia comportamental de características matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Essencialmente, a prática tem por objetivo o desenvolvimento integral do ser humano nos seus aspectos físico, mental e espiritual.
Por oportuno, quero registrar um conselho sanitário, de minha verve: Ódio e inveja são lixos mentais. Seja gari de suas emoções.
Sosígenes Bittencourt

Monday, October 20, 2014

LENGA-LENGA ENTRE POLÍTICA E ECONOMIA



Na realidade, é enorme a confusão que se faz, porque POLÍTICA e ECONOMIA são duas áreas distintas. A Política é uma invenção grega formidável para refletir a vontade dos homens, enquanto que a Economia passa ao largo da vontade dos homens - já nos esclarece o sociólogo Francisco Maria de Oliveira, fundador e, hoje, crítico do Partido dos Trabalhadores.
A Política deve corrigir as distorções da vida social. A Economia é o troço mais fluido do mundo, basta o coração balançar, o dinheiro vai pelo ralo. Senão riquezas milionárias não desabariam como um castelo de cartas. E como é que um Regime Político pode mandar em algo tão volátil?
A Política deve cobrar os impostos e destinar aos que não têm poder de competitividade. Depois, impedir que os que têm o poder de competir se entredevorem. Ninguém pode proibir alguém de enricar às custas do seu trabalho e de suas economias. Também não pode dividir o que foi conseguido com quem não conseguiu.
A Política pode e deve taxar as riquezas e injetar na miséria para extirpar este câncer social que não é natural, é produzido pelo homem. A função da Política é de uma importância ético-moral indiscutível e fundamental no desempenho deste papel.
Sosígenes Bittencourt

Saturday, October 18, 2014

SOLIDÕES SOLIDÁRIAS



Uma mulher: - Professor, eu estou pensando em passar um tempo sozinha.
Aí, eu: - Posso saber o motivo, madame?
Aí, ela: - Depois da última decepção que eu tive, eu pretendo passar dois anos sem querer ninguém.
Aí, eu: - Coincidência. Eu também estou pensando em passar uns dois anos na solidão.
Aí, ela: - Eu sempre me senti solitária.
Aí, eu: - Se você está solitária, eu estou namorando a solidão.
Aí, ela: - É como se a gente não valesse nada.
Aí, eu: - Façamos o seguinte: vamos passar dois anos na solidão, eu e você? Ninguém bole com ninguém.
Aí, ela: - Mas, isso não vai dar certo, professor. Eu sou muito fácil de gostar.
Aí, eu: - Talvez, aconteça o que dizia o escritor alemão Rainer Maria Rilke: Amor são duas solidões que se protegem.
Sosígenes Bittencourt

Thursday, October 16, 2014

UM MORTO ANDANDO PELA CIDADE



Amanheço morto na cidade. Tomo conhecimento de que morri logo cedo. Sou um morto muito especial, porque posso negar a minha morte, abrir a porta e sair andando, respirando o ar, rever as ruas, os lugares antigos por onde passei quando criança e que o tempo foi modelando, ora para melhor, ora para pior. Posso perceber, agora, que alguns lugares é que morreram. Caminho com um ar importante pelas ruas, porque posso descrever o que desapareceu. O cheiro do Café São Miguel, as meninas do Colégio Municipal, picolé de mangaba, disco de vinil com o retrato de Carlos Gonzaga, sessões dominicais de cinema, com sabor de ping-pong, Rock Lane a cavalo. Sou um morto que pode contemplar o nojo, a paixão e o tédio dos que me rodeiam e me julgam. Tenho direito a mais um dia, um jantar, telefonar para marcar um encontro. Principalmente, ir ao encontro e praticar, meticulosamente, a arte de dar e receber amor, como na milenar receita de Vatsyayana, o Kama Sutra de todo dia. Sinto-me vaidoso de minha morte. Sem esquife, castiçal, lampejo de vela, coro lúgubre de carpideiras e meu derradeiro desfile, horizontal, pela cidade.
Respondo a alguém que me telefona para saber a verdade: Morrer na boca do povo faz mais sucesso do que morrer de verdade. Não é todo dia que se é um morto andando pela cidade.
Sosígenes Bittencourt

Wednesday, October 15, 2014

COISAS DE PROFESSOR



*Eu leio desde quando não sabia ler
e escrevo desde quando não sabia escrever.
*Escola não é lugar de distração. Escola é lugar de concentração.
*Aprender a Ler e Namorar foram as maiores alegrias que tive na vida.
*Eu sempre imaginei que a Língua Portuguesa é uma espécie de mulher.
*Se fôssemos loucos por ciência como somos por bola,
teríamos mais juízo.
*Quando descobri que minha mãe era minha mãe
já sabia que ela era professora.
*Aprendi a andar tarde, mas quando comecei a falar,
fui convidado a ficar calado.
*O controle remoto é recente,
mas a sabedoria é remota.
*O meu dom é divino, mas o estudo é sagrado.
*Eu me sinto responsável pelo que digo,
não me sinto responsável pelo que entendem. 
Sosígenes Bittencourt

Tuesday, October 14, 2014

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