Thursday, October 30, 2014

CASO DE NÃO SE CASAR



- Por que o senhor não se casou ainda?

- Medo de ter que fazer feira e levar menino

pra parque de diversão.



- Por que o senhor não se casou ainda?

- Porque só caso por amor.

- E o senhor nunca amou?

- Amei.

- E por que não se casou?

- Amei pouco.



- Por que o senhor não se casou ainda?

- Por ouvir conselho de quem se casou.



- Por que o senhor não se casou ainda?

- Porque já estou ficando velho.

- E por que não se casou quando estava novo?

- Era muito novo naquela época.



- Por que o senhor não se casou ainda?

- Por causa das outras.

- Que outras?

- Caso com uma? E as outras?


Sosígenes Bittencourt

Tuesday, October 28, 2014

A FOME É INVENÇÃO DO HOMEM



No mundo não há falta de ALIMENTOS, há falta de ALIMENTAÇÃO. A fome não é uma invenção da natureza, é uma invenção do homem. A pobreza não é culpa da riqueza, é culpa do gerenciamento da riqueza.

O filósofo argelino Albert Camus disse que "Não há nenhuma vergonha em alguém ser feliz, mas seria vergonhoso ser feliz sozinho."

Eu digo que não há nenhuma vergonha em alguém ser feliz, mas seria PERIGOSO ser feliz sozinho. Tem gente morando em apartamento por cobertura, tirando ouro do nariz, mas olhando o mundo pelo buraco da fechadura, trancafiado e assustado com a legião de miseráveis em volta, e pensando que é RICO.

Sosígenes Bittencourt

Sunday, October 26, 2014

A QUESTÃO PRIMORDIAL




A questão primordial, para melhorar o Brasil, não está na pessoa, mas no procedimento. Não seria Dilma Roussef, Aécio Neves, PT, PSDB, tucano nem periquito num modelo viciado, promiscuído. Os partidos são uma pulverização incompreensível, e os políticos são os mesmos.
O poder não pode fazer o homem, o homem é que tem de fazer o poder. O poder não pode apodrecer o homem, o homem é que tem de limpar o poder. O político tem de desempenhar seu papel com dignidade. Primeiro, não tem que se imiscuir na Economia, compactuar com interesses econômicos. Porque político não tem que tirar proveito da Economia, como se pudesse estabelecer negócio com os ricos. É papel da Política fiscalizar a arrecadação de impostos e a destinação dos impostos. No Brasil, até mendigo paga imposto. Ele não tem como sonegar. Logo, é preciso taxar as riquezas, fiscalizar a arrecadação para socorrer os mendigos, cuidar daqueles que não têm poder de competitividade, fazendo chegar a arrecadação ao seu destino.
Portanto, o Brasil tem de combater a sonegação na arrecadação, e o desvio na destinação. Este é o primeiro ponto - e os poderes interdependentes têm competência para fazê-lo: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
A sonegação de imposto e o seu desvio, isto sim, é o resultado do namoro, do enxerimento entre a Política e a Economia.
Depois, as questões cruciais do país são de absoluta responsabilidade do Governo, não dispensando a participação do poder econômico e a sociedade como um todo. Quais sejam: Educação, Segurança e Saúde. Porque a Educação começa na pré-escola da vida, no seio da família, cujos itens posteriores decorrem desta educação.
Sosígenes Bittencourt

Friday, October 24, 2014

QUARTETO DE HOMOSSEXUAIS NO TEMPO DO RONCA

Avelon, Vavá, Nildo e Brigite (da esquerda para a direita). 
Isso foi no tempo que se podia vaiar homossexual. No entanto, ninguém matava homossexual. O termo homofobia não havia nascido, e a turma que transava de costas vivia mais sossegada.

O mundo era outro mundo, pois o ódio não se traduzia necessariamente em agressão física e homicídio. As pessoas não dispunham de tanta informação quanto hoje, mas eram mais pacatas, mais tementes a Deus. O trabalho era glorificado, os ricos trabalhavam mais do que os pobres. Hoje, o pobre quer ser rico às custas do crime.

Quem mata homossexual, não é homofóbico nem heterossexual, é ASSASSINO. Quem mata homossexual, mata um idoso, mata uma criança, mata um negro, um branco. É preciso focar no aspecto substantivo do crime e não perder tempo com o rito processual, que é "a mais excelente das tragédias", como concluía Platão (428-348 a. C.)

Brigite era o mais conhecido, o mais saliente e festejado dos homossexuais. Vi-o vaiado, nas ruas, diversas vezes. Contudo, ouvi dizer que quem o deformou, de uma surra, foi o próprio irmão. Brigite me parecia um animal sem maldade e me despertava uma certa misericórdia. Talvez, pela rígida educação que tive, orientado a respeitar as pessoas.  
Sosígenes Bittencourt

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Tuesday, October 21, 2014

NOSSO SERIAL E O COTIDIANO NACIONAL



Na verdade, nada impressiona mais no caso Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, do que a performance de nossa Segurança Pública no rastreamento, identificação e captura de criminoso tão fácil de ser alcançado. Primeiro, porque o acusado é considerado um spree killer, cujas vítimas não tinham perfil e ele as assassinava aleatoriamente, sem planejamento, podendo ser homem, mulher, jovem ou adulto. Segundo, porque foram cerca de 39 assassinatos, numa mesma região, onde desempenhava a função de vigilante e convivia em sociedade, lidando com as pessoas no dia a dia. Não era um criminoso enclausurado, avesso à convivência social.
Diferente dos serial killer organizados, que arquitetam seus crimes na penumbra, cujas vítimas têm perfil, e não sentem emoções quanto aos crimes cometidos, nosso killer matava desorganizadamente, surpreendendo quem estivesse no lugar e na hora errada, e revelou sentir-se arrependido, apesar de confessar não ter controle sobre o ato criminoso.
Onde estará a dificuldade em identificar, caçar e encarcerar semelhante monstro? É, ou não é aterrorizante? Não há ficcionista de película de terror que consiga criar personagem mais pavoroso do que o nosso ator no teatro do cotidiano nacional.
Sosígenes Bittencourt