Sunday, December 21, 2014

VEREADOR EDMO NEVES




 Cantata natalina marca reinauguração do casarão da Câmara


Os moradores de Vitória de Santo Antão vão receber de volta, na segunda-feira (22/12), um dos seus prédios históricos mais bonitos. É o casarão sede da Câmara de Vereadores de Vitória de Santo Antão que estava interditado desde fevereiro deste ano. O local passou por uma reforma e ampliação e vai ser reinaugurado a partir das 19h.
“Entregar esse prédio de volta ao povo de Vitória de Santo Antão nos deixa com a sensação de dever cumprido. Era uma obrigação que eu tinha com a população enquanto Presidente da Casa Diogo de Braga. É motivo para uma bonita comemoração, uma bela confraternização de Natal”, comemora o Professor Edmo Neves (PMN) que conseguiu realizar os serviços em pouco mais de três meses, com o orçamento próprio da Casa Diogo de Braga.
E quem for conferir a reinauguração vai poder apreciar uma iluminação especial que a fachada principal do casarão histórico vai receber para uma cantata natalina. As luzes vão ser o cenário para a apresentação do Coral Afag, que vem especialmente de Olinda para se apresentar.
O grupo existe há 18 anos e conta com mais de 20 vozes, sob a batuta do maestro Jadson Araújo de Oliveira, que é membro da Academia Pernambucana de Música. O repertório é recheado de músicas populares e eruditas, contando com algumas peças natalinas. Ao final da solenidade será servido um coquetel ao som da Orquestra Avalovara.
HOMENAGENS–É no casarão da Câmara que acontecem as sessões dos vereadores. No local está o Plenário Juarez Cândido Carneiro, que será reinaugurado e também a nova sala de comissões que acaba de receber o nome do ex-vereador José Marinho Álvares (J. Marinho).  O político foi duas vezes vereador de Vitória de Santo Antão. O primeiro mandato foi de 1977 a 1982 e o segundo, 1983 a 1986. Neste período exerceu a presidência da Casa Diogo de Braga no biênio 1983-1984. O Vereador morreu de causas naturais, em 1986, ainda no exercício do mandato, assumindo o suplente, Gildo Alves da Silva.
Também será feita uma homenagem ao ex-vereador Professor João Neri Barbosa (Joca Neri).  O nome dele foi escolhido para denominar o prédio anexo I à Câmara. O político foi duas vezes vereador de Vitória de Santo Antão e chegou a disputar uma eleição para prefeito. Foi também tesoureiro e secretário de Finanças da prefeitura local durante mais de 20 anos. Joca Neri foi pioneiro do movimento Católico Carismático na cidade.

Friday, December 19, 2014

MENSAGEM NATALINA


A BUSCA DA FELICIDADE



O grande obstáculo em ser feliz está na busca da felicidade, é procurá-la onde não está, é buscá-la no mundo, nos seres inanimados. A felicidade está naquilo que depende de você, no abstrato, aquilo que só existe ENQUANTO você produz. Eis o segredo, eis a chave, o caminho. O amor não existe ENQUANTO você não produz. Já o mundo não depende de você para existir, ele é concreto. Portanto, o amor é a essência da felicidade. O cineasta Franco Zefirelli disse que “O homem, desde o Egito até nossos dias, é movido por dois sentimentos: A ânsia de amar e o temor da morte.
Não obstante, em que creem os religiosos? O que se lê em João, 14:27, “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.
Sosígenes Bittencourt

Wednesday, December 17, 2014

EU E MEU MENINO NO TEMPO DELE MENINO

Filhos são relógios, por onde contamos o tempo.
Quanto mais jovens, mais envelhecemos.

O menino: - Pai, estou com medo.
Eu: - Começaste a sentir a dor da alma.
O menino: - O que é alma?
Eu: Para ter alma, não precisa explicação.

O menino: - Pai, eu penso que quando o senhor era menino, o mundo era preto e branco.
Eu: - Cometeste o teu primeiro poema.

O menino: - Pai, eu estava com saudade.
Eu: - Saudade é um sentimento que não morre quando se mata. É a gente matando saudade e morrendo de saudade.

O menino: - Pai, uma menina me beijou.
Eu: - Cuidado, meu filho, eu ainda não estou na idade de ser avô.

Sosígenes Bittencourt

Tuesday, December 16, 2014

O NATAL PERTENCE A TODOS



Manhã, cedinho, mulher aporta na minha porta:
- Moço, me dê um trocadinho para ajudar uma criança que nasceu e não tem nadinha...
Na realidade, toda criança nasce sem nadinha. Maneirinha, pouco cabelo, sem dente, o cérebro vazio. Contudo, toda criança nasce de alguém que tem tudinho para fabricar uma criança, inclusive um cérebro cheio de vontade, cheio de apetite.
Vou lá dentro, pego um trocado e lhe dou. Prefiro considerar que todo mundo é honesto até que prove o contrário, do que imaginar que todo mundo é desonesto até que prove o contrário.
Imaginar que todos que batem na porta são salafrários e mentirosos, ou querem nos matar, pode ser um tipo de esquizofrenia, delírio persecutório. Até já cheguei a pensar que, no Natal, era preciso um certo cuidado, pois Jesus estava na lapinha, e a rua cheia de Judas Iscariotes.
Olhei para aquela mulher e ainda me sobrou inspiração para desejar-lhe um Feliz Natal. Afinal, o Natal pertence a todos; a felicidade é que depende de cada um de nós.
Sosígenes Bittencourt

Sunday, December 14, 2014

O CARNICEIRO DA BAIXADA FLUMINENSE



“Matar para se acalmar” é o resumo da confissão do truculento carniceiro da Baixada Fluminense.
Saílson José das Graças, de 26 anos, é um cidadão nervoso, cujo medicamento é matar. Não consegue ser feliz sem matar, entra em pânico, ficava deprimido, capaz de morrer, se não matar.
O último remédio para o seu desespero, foi uma senhora de 64 anos, chamada Fátima Miranda, abatida a golpes de faca, em Nova Iguaçu, o que o deixou tranquilo e contente.
Nem o Conde Drácula matava para se distrair, posto que chupava sangue para manter-se vivo, preservar o frescor da juventude. O Vampiro de Bram Stoker, de 1897, fincava seus caninos na jugular ou na carótida de suas vítimas com um certo romantismo, uma certa elegância.
Achando-se meio louco e, às vezes, considerando-se bom do juízo, Saílson não vai a médico nem toma ansiolítico, porque não resolve. Tipo assim: ou mata, ou morre de tristeza.
Saílson não sabe desde quando sofre desta miséria d’alma, mas começou a se distrair, esganando a maioria de suas vítimas, aos 17 anos de idade. Diz que ficou traumatizado, aos 11 anos, com a morte do seu pai, eletrocutado na empresa onde trabalhava. Quer dizer, Saílson José das Graças chega à chocante conclusão de que matou 43 pessoas, porque seu pai morreu de um choque. Quanta desgraça!
Perguntado se tinha previsão de se recuperar, o bárbaro refletiu e advertiu: “Acho que é um vício. Quando for solto, voltarei a matar.”
Aproveitando o ensejo, bem que se poderia experimentar a Prisão Perpétua em cima da autocondenação deste condenado.
Saílson é bom de memória e só fala a verdade, confessando haver matado 38 mulheres, 4 homens e 1 criança, contabilizando 43 infelizes, não adiantando querer lhe imputar mais do que isto.
Ultimamente, Saílson também assassinava, engolindo corda de dona Cleusa Balbina e seu José Messias, que apontavam os sentenciados e o contratavam, oferecendo-lhe, em troca, casa e comida.
Apesar do prazer quase orgástico em apertar pescoço de mulher, Saílson confessa não ter estuprado suas vítimas, revelando, com sinceridade, um certo fastio sexual.
Impõe-se, porém, uma indagação: a quantas anda a Segurança Pública de nossa nação? Saílson não é um “serial killer” tão rocambolesco, tão fantasmagórico, que não pudesse ser visto, ao longo de 9 anos, tripudiando sobre suas vítimas, encarapitado numa bicicleta, pelas vielas da Baixada Fluminense.
Assombroso abraço.
Sosígenes Bittencourt