Monday, November 14, 2016

PONTE AÉREA INAUGURAL

Quando fui a São Paulo, em minha viagem inaugural, não confiei nos efeitos lentos da cerveja, ensopei-me de vinho. Talvez, não tenha morrido de medo, porque a aeromoça parecia um anjo, o que me lembrava mais o paraíso eterno do que as coivaras medonhas da morada de Satanás.
O zumbido do avião, as luzinhas lá embaixo, tremeluzindo na escuridão, as macaquices sobre como preparar-se para um pouso forçado eram de estimular a peristalse intestinal.
Quando me lembrava de Ariano Suassuna, sentia vontade de pedir para parar. Ariano dizia que “não ficava abismado quando um avião caía, ficava impressionado quando ele subia”. Mas, ao imaginar o seu rosto magro e pálido, afundado em sua cadeira de balanço, logo me voltava para a aeromoça loira e de tez angelical, rogando-lhe mais um Chateau. Imagine se soubesse que há gambiarras no Sindacta 1 e Zona Cega do norte de Mato Grosso à Bahia, sem “salvador”...
Como senti temores aeronáuticos, aprisionado na gigantesca geringonça que me levava para São Paulo... Ao sair de Recife, vi a orla marítima de Boa Viagem se distanciando, com sua grinalda de espuma à beira-mar. Ao começar a descer sobre a capital bandeirante, vi um mundaréu de edifícios embaçados por cinzentas nuvens de chuva. O ranger do avião parecia uma sentença para aqueles executivos ainda ressonando ao lado. Não tem quem não rogue a Deus vigiar por nós, contra as maquinações do Diabo. 
Ao sair, a aeromoça: - Fez boa viagem, senhor?
E eu, livre e contente: - Sobrevoando as nuvens, ao seu lado, eu me senti no céu.
Aí, minha colega ao lado: - Já estás conversando besteira.

Sosígenes Bittencourt

RIMAS PERNAMBUCANAS

SalgadinhoSalgadinho, Salgueiro e Panelas
Água Preta, Águas Belas

Cortês e Custódia
Orobó e Orocó

Bezerros, Lagoa dos Gatos
Sairé e Saloá
Sanharó e Santa Maria do Cambucá

Aliança e Calçado
Pedra, Lajedo e Granito
São José do Egito

Gameleira e Afogados da Ingazeira

Taquaritinga do Norte e
São Benedito do Sul
Serinhaém e Tracunhaém

Bonito, Rio Formoso
Quipapá e Gravatá
Inajá e Itamaracá

Frei Miguelinho, Santa Terezinha
Petrolina e Petrolândia
Camarajibe e Santa Cruz do Capibaribe

Goiana e Cumaru
Camutanga, Ipubi e Jupi
Camucim e Itapetim

Poção, Pombos
Xexéu e Exu
Calumbi e Caruaru

Iati e Ouricuri
Agrestina e Abreu e Lima
Moreno e Amaraji

São Caetano, São Joaquim do Monte
São José da Coroa Grande
São José do Belmonte

Solidão e Tacaimbó
Jaboatão e Cabrobó

Ibirajuba, Itacuruba
Jataúba e Timbaúba

Palmares e Palmeirinha
Vertentes e Verdejante
Macaparana, Paranatama
Tuparetama e Toritama

Cedro, Machados e São João
Chã de Alegria e Jaboatão
Triunfo, Venturosa e Glória
Vitória de Santo Antão
Sosígenes Bittencourt

Friday, November 11, 2016

FRAGMENTOS

Eu não consigo torcer contra o Brasil.

A esperança nutre-se de vitória, não de derrotas.

Sosígenes Bittencourt 

Thursday, November 10, 2016

A QUENTURA, MURIÇOCAS E BARATAS

O tempo esquentou na Primavera. E com a quentura, ou variação de temperatura, ora fresca, ora escaldante, muriçocas e baratas são bem-vindas. Baratas já desfilam pelas calçadas, de sapato alto e antenas ligadas, muriçocas já migram em revoada, executando sua sinfonia macabra.
As fobias renascem. Não raro, os tementes a barata, munem-se de bisnagas de inseticidas, e os apavorados com pernilongos buscam repelentes atmosféricos ou de esfregar na pele. Fobia é uma espécie de medo de leão sem leão. Uma barata ganha a dimensão de um dinossauro. 
E como sofrem as criaturas. Aquele funcionário público que tem de se levantar cedinho para tomar 3 conduções para chegar ao trabalho, amarrotado, sonolento e suado, depois de uma madrugada revirando-se na cama, acendendo a luz para aspergir veneno em muriçoca. Aquela  dona de casa
 que tem de preparar o café, de madrugadinha, botar feijão no fogo e levar os meninos para a escola, depois de uma noitada de vigia, com os olhos aboticados nas paredes e se envergando para olhar debaixo da cama.
No tempo de eu menino, contavam que havia um comerciante tão pirangueiro, na cidade, que as baratas de sua mercearia morriam desnutridas por não terem acesso às mercadorias.
As muriçocas de hoje são falsas, misturando-se com o aedes aegypti, aquele pernilongo de meião alvinegro, cuja fêmea nutre-se vampirescamente do sangue do indivíduo, ameaçando-o de morte.
 Sosígenes Bittencourt

Monday, November 07, 2016

ENEM, NEM TANTO

Às vezes, eu sou acusado de meter o bedelho onde não sou convidado. Mas, matutando sobre o ENEM e outras práticas examinadoras e educativas, observo alguns aspectos que preciso desembuchar. Por exemplo, nunca entendi por que tanto assunto no crânio de um aluno de Ensino Médio. Ademais, a profundidade com que são cobradas as matérias, a exigir raciocínio em nível universitário. O adolescente não pode com tanta coisa. Obviamente, não me refiro a gênio nem excepcional, falo sobre o comum dos mortais. Nem mesmo um universitário é pressionado a armazenar tamanha salada de conhecimentos. E para dirimir qualquer dúvida sobre o que denuncio, eu pediria aos fazedores de jornadas vestibulares que se submetessem a essas sabatinas e publicassem suas notas. Já meditaram?
Sosígenes Bittencourt

Wednesday, November 02, 2016

PASSA O DIA DE FINADOS

Passa o Dia de Finados. Finda o Dia de Finados.
E ninguém vê finados. Porque finados findaram,
não têm hora, dia, tempo, mais nada...


Passa o Dia de Finados
tão rápido quanto fora a vida dos finados.

Ninguém desejaria que os finados voltassem
ao mundo para findar outra vez.
Já nos basta morrer uma vez.
Porque só os finados estão livres da morte.
Sobretudo, do medo da morte.

Seria suprema malvadeza do destino nos impor
mais de um fim, embora morra nossa infância,
nossa adolescência, nossa mocidade
e sigamos vivos, vivos até o fim derradeiro.


Passa o Dia de Finados.
E perpassam os finados que conhecemos.
Parece até que os vemos.
De preferência, sorrindo. O mesmo jeito,
a mesma voz, os trejeitos, o figurino.
Nós é que ficamos tão diferentes. Talvez,
nem soubéssemos conversar com os finados,
como antigamente.

Sosígenes Bittencourt

Tuesday, November 01, 2016

HALLO RUIM

Penso que o halloween daria muito bem para ser uma festa para adultos, uma sátira, com bom humor e sensualidade. Fantasias vampirescas, risadas abracadabrantes e chupada no pescoço. Não vejo nada que sirva para criança.
- Painho, deixa eu ir para a festa do Halloween!
- Para ver o quê, meu filho?
- Para ver as bruxas, painho!
- Não precisa, meu filho.
- Por quê, painho?
- Você já dorme com a sua mãe todas as noites, meu filho.
Isto não é uma piada, mas um fato que passei a denominar de "Hello ruim". Não sei o que seria pior, o fato, ou você fantasiar o seu menininho de vampiro, colocar-lhe duas presas e explicar que é para chupar o sangue de sua coleguinha.
No
Brasil, não há nenhuma lei que proíba opinião, mas há preconceito quanto a opinião. As pessoas gostam de ser iguais, se amoldam, temem ser diferentes. Acham confortável concordar e temem discordar ou ter opinião própria. Ora, se você discorda de toda novidade, você envelheceu, porém se você concorda com toda novidade, você estará sendo volúvel.
O nosso Saci-Pererê é um ente traquinas que surgiu, inicialmente, no folclore nacional, entre indígenas, na região sul do país. Depois, sofreu influência e foi sendo remodelado, ganhou uma carapuça, um cachimbo, perdeu uma perna, supostamente numa luta de capoeira, e por aí vai. Agora, no lugar de ensinar essa historinha às nossas crianças, nós vamos buscar uma bruxaria lá dos Celtas, nos confins da Europa, e fantasiar nossos meninos de vampiro, simbolizando um Drácula que se alimentava de sangue humano para sobreviver. Enfim, que brincadeira é essa? Será por que seria difícil sair pinotando numa perna só?
Espantoso abraço!
Sosígenes Bittencourt

Sunday, October 30, 2016

NO BAR DA COCHEIRA

Bar da Cocheira fica como quem vai para o Matadouro. É uma casa de família. O barzinho é um fundo de quintal, de dona Léo de Zé Pedreiro. Quando bate a tardinha, sobe aquele aroma adocicado de chiqueiro de porco, relembrando a década de sessenta. Zé Pedreiro não diz nadinha, pai das meninas, de mulheres diferentes, todas contentes. A mais velha deve ser Maria de Nazaré, loirinha, meio sofrida por uma paixão que se acabou. Na televisão, toca até Zezo dos Teclados, com aquela gemedeira romântica que faz a mulherada querer beijar na boca. Tem dobradinha, quiabada, sarapatel, tripinha de “pôico”, tudo no estrinque. Chega dá vontade de tomar uma lapada de cachaça e passar a boca na manga da camisa. Todo ser humano tem um maloqueiro dentro do peito. Sobretudo se nasceu no interior, no tempo que fazer sexo era pecado e urinar na rua era falta de educação. Deus me defenda! No tempo que mulher da vida chamava-se rapariga e tinha mais vergonha na cara do que a geração de Malhação. Morreram quase todas. Outro dia, eu vi Maria Guarda-Roupa.
Bar de dona Léo fica lá na esquina, como quem vai para o Matadouro. As meninas descem da Faculdade e vão beber cerveja. Tem até estudante de Pedagogia. Umas meninas sabidas, falantes, de batom, cabelo na escova e sadália de dedinho. Se não fosse isso, a vida seria muito chata.
Sosígenes Bittencourt

UM MORTO ANDANDO PELA CIDADE



Amanheço morto na cidade. Tomo conhecimento de que morri logo cedo. Sou um morto muito especial, porque posso negar a minha morte, abrir a porta e sair andando, respirando o ar, rever as ruas, os lugares antigos por onde passei quando criança e que o tempo foi modelando, ora para melhor, ora para pior. Posso perceber, agora, que alguns lugares é que morreram. Caminho com um ar importante pelas ruas, porque posso descrever o que desapareceu. O cheiro doCafé São Miguel, as meninas do Colégio Municipal, picolé de mangaba, disco de vinil com o retrato de Carlos Gonzaga, sessões dominicais de cinema, com sabor de ping-pongRock Lane a cavalo. Sou um morto que pode contemplar o nojo, a paixão e o tédio dos que me rodeiam e me julgam. Tenho direito a mais um dia, um jantar, telefonar para marcar um encontro. Principalmente, ir ao encontro e praticar, meticulosamente, a arte de dar e receber amor, como na milenar receita de Vatsyayana, o Kama Sutra de todo dia. Sinto-me vaidoso de minha morte. Sem esquife, castiçal, lampejo de vela, coro lúgubre de carpideiras e meu derradeiro desfile, horizontal, pela cidade.
Respondo a alguém que me telefona para saber a verdade: Morrer na boca do povo faz mais sucesso do que morrer de verdade. Não é todo dia que se é um morto andando pela cidade.

Sosígenes Bittencourt

Monday, October 24, 2016

RECADO À VAIDADE

Acorda, vaidade, o tempo está passando
e já estás precisando
do que rejeitas por vaidade.

A dor do tempo não conhece vaidade,
e vaidade não cura enfermidade.

Vaidade é coisa vã e de pouca duração,
e toda grandeza prospera na humildade.


Sosígenes Bittencourt

PROGRAMA DE DOMINGO PARA CINQUENTÃO SAUDOSISTA

Se você acha que o seu namoro perdeu a graça, experimente relembrar o que você fazia quando havia graça. Você chegava com o coração pinotando de desejo e começava a cortejar a menina que você amava. Então, faça o movimento inverso, comece a cortejá-la que o desejo irá aflorar. Escolha um lugar que tenha flores e cante uma canção do seu tempo.
Saudoso abraço!
Sosígenes Bittencourt


Tuesday, October 18, 2016

RIQUEZA, SABEDORIA E HUMILDADE

O dinheiro, para fazer um homem rico, é preciso ser poupado ou bem investido. O conhecimento, para virar sabedoria, precisa do uso da razão. Não é difícil encontrarmos esses exemplos. Difícil é encontrar uma alma humilde, como Mahatma Gandhi, que era chamado de "a grande alma".
Sosígenes Bittencourt

Saturday, October 15, 2016

MINIBIOGRAFIA

Ensinar, para mim, é uma forma de conviver.
Minha escola é o mundo.
Estudar, para mim, é uma forma de conviver,
Minha escola é o mundo.
Sou professor no que ensino;
no que estudo, sou aluno.
Sou filho de professora Damariz,
meio gente, meio pó de giz.
Fazer poesia é destino,
sou poeta desde menino.
Porém, sou poeta trabalhado,
o meu dom é divino,
mas o estudo é sagrado.

Sosígenes Bittencourt

Friday, October 14, 2016

ÍNDIO E CARA-PÁLIDA

Por que será que os índios não batem em criança? Ora, porque os índios não enganam as crianças. Logo, as crianças não têm como desobedecê-los, pois não há duas atitudes, dois comportamentos incompatíveis a serem seguidos. Também não bate em criança, temendo ser abandonado por ela. Cara-pálida não precisa castigar para ser abandonado.
O índio não lambuza o rio, porque o rio é um deus. Cara-pálida polui o rio porque não crê em Deus.

Sosígenes Bittencourt

Wednesday, October 12, 2016

DIA DA CRIANÇA

O importante não é fazer uma criança sorrir no Dia da Criança, 
é não permitir que ela chore pelo resto dos dias.

Sosígenes Bittencourt

Tuesday, October 11, 2016

CONVERSANDO BESTEIRA

Um dia, eu voltava de Caruaru, de manhãzinha, depois de uma noitada com duas amiguinhas e haver adormecido no Hotel Continental, quando percebi que dirigia por outra estrada. Aí, interpelei um matuto: - Aqui, vai pra onde?
Aí, o matuto: - Vai pra Campina Grande!
Aí, eu engrenei uma marcha a ré e fui procurar Encruzilhada, uma cidadezinha do tamanho de uma encruzilhada. Lá, eu comi uma carne de sol com macaxeira tão gostosa que me danei a conversar besteira. Uma delas foi assim: - Você sabe por que a mulher do burro é uma besta?
Aí, as meninas: - Sei não, mestre.
Aí, eu: - Porque, quanto mais burro, mais besta ela fica.
Abestalhado abraço!

Sosígenes Bittencourt

ESTUDANDO PORTUGUÊS

A Vírgula
Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere...
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis... 
Isso só, ele resolve. 
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos sab
er.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Detalhes Adicionais:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...
Sosígenes Bittencourt



Saturday, October 08, 2016

A CORAGEM DE PENSAR

Eu sempre fui vítima de preconceito poético-filosófico por parte dosNORMOPATAS. Eles acham que ser normal é ser igual, é trabalhar para ganhar dinheiro, casar e ter filhos, não passando tudo o mais de mera loucura.
Pensar é um ato de coragem. Sobretudo, expor aquilo que se pensa. Uma das maiores vítimas da exposição dos próprios pensamentos foiSócrates, 469-399 antes de Cristo, condenado a beber veneno por arrotar suas verdades.
Todos me cumprimentam, mas não me querem para engraxar os seus sapatos. São polidos no tratamento, mas não querem ouvir discurso sobre polimento. Esquecem que o homem é um animal sem solução. Haja vista, o quanto somos feitos de tempo e daquilo que fazemos com o tempo que temos. E nada deste mundo nos sobrará.
Eu sou decepcionado com a riqueza porque ela não nos permite mover as amarras do destino. Não há riqueza que nos evite dos acontecimentos nem do sofrimento, estando linearmente no mesmo plano. O dinheiro pode prolongar a dor, mas não pode evitar o sofrimento nem a morte. Observe-se um idoso entubado numa UTI, num hospital particular de luxo, e me diga qual a diferença para um outro num açougue público, horizontalmente submetidos à impressãode mesmo prolongamento da dor e adiamento da morte.

Reflexivo abraço!

Thursday, October 06, 2016

NÃO RIA SE PUDER

LAPADA DE CANA OU A GALINHA DOS OVOS DE OURO
Estava, certo dia, em frente a um mercadinho, no meu bairro, quando um bêbado se aproxima e, com aquele tradicional bafo de múmia, pergunta: - Professor, vende-se lapada de cana?
Aí, eu: - Não, meu senhor, vende-se cana e dá-se lapada.
Neste mesmo Mercadinho, meu pai foi vítima de um assalto. Foi comprar uma galinha, com 170 reais no fundo das calças, e lhe roubaram a mufunfa. Eu perguntei se ele queria comprar a Galinha dos Ovos de Ouro.

ASSALTO E SOBRESSALTO
Um dia, 3 assaltantes empunharam os revólveres perante minha fisionomia e um deles me admoestou:
- Se se mexer, eu atiro.
Aí, eu: Como posso tirar minha carteira sem me mexer?
Aí, o ladrão: - Bora, bora, bora!
Aí, eu: Isto é um assalto?
Aí, o ladrão: - Bora, bora bora!
Aí, eu mostrei-lhes a carteira e expliquei: - Isto é um sobressalto.
Não havia um centavo na minha carteira.

BAIANADA EM SÃO PAULO

Um dia, um casal baiano chegou em São Paulo e viu a Polícia lascando o cassetete num cara, porque ele estava com cocaína no cós da calça. Aí, a esposa do baiano aconselhou: - Ih! Raimundo, vamos voltar para a Bahia, esse cara está apanhando porque foi pego com cocaína, imagine quando souberem que a gente cheira.

Sosígenes Bittencourt

Monday, October 03, 2016

DECÁLOGO PARA PREFEITOS ELEITOS

1)     Não dê o dinheiro público ao povo, isto é crime grave e traz enormes prejuízos aos cofres do município, inviabilizando a administração da cidade.
2)   Não dê emprego indiscriminadamente, selecionando os melhores, empregando pela competência para melhor poder governar.
3)   Preste conta da arrecadação do município, porque este dinheiro emana do povo e ao povo pertence.
4)  Enumere prioridades, educando e convidando a população a colaborar, em parceria, com a melhoria da qualidade de vida da cidade. Ninguém governa sem o governado.
5)    Não insulte inimigos políticos, comemore sua vitória, mostrando serenidade e eficiência na administração pública, para justificar o seu triunfo.
6)   Não exiba riqueza, combata veementemente a ostentação, portando-se com respeito aos mais humildes, comprovando  o fito nobre de representá-los.
7)  Não pergunte o que quer o povo, antes de privilegiar a educação, pois a educação pode não significar tudo para o povo, mas, sem educação, não há nada.
8)  Cuide das extremidades da vida, porque as crianças cuidarão de nós, e os idosos já cuidaram de nós - é a eles que devemos tudo.
9)  Não use o poder para dominar, pois a melhor forma de dominar é sem dominar, é consultando e convencendo as pessoas. Jamais alguém dominou pela força para não ser condenado.
10)  Enfim, visite as Igrejas, sem discriminação de Fé, baseado na revelação de Samuel: O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração".

Sosígenes Bittencourt