Glauber Rocha
Monday, November 14, 2011
Sunday, November 13, 2011
Véspera de feriado
Hoje é uma segunda-feira, véspera de feriado. O que eu mais desejaria no Dia da Proclamação da República era que fosse proclamada outra república. Porque república vem de ‘res’+ ‘publica’, duas palavrinhas que significam ‘coisa pública’. E a maior inimiga da república é a corrupção, que quer dizer ‘transferência do que é público para o privado’. Li, outro dia, uma advertência para o homem público: Não faça na vida pública o que você faz na privada. Portanto, é momento de se pensar em República e Corrupção na pátria de Zé Carioca.Mas, você sabe como é o brasileiro: véspera de feriado é feriado também. A macacada arruma as trouxas e bota pra molhar o bico. A menos que esteja dodói. Porque tem um bocado de gente com o cangaço na cama. Diz que é vírus. Deve ser por causa dessa variação de temperatura. Nunca se viu novembro assim. Esquenta e esfria, esfria e esquenta. De repente, faz um calor de fritar; depois, um frio de tilintar. O organismo perde autodefesa, dana-se a adoecer. Se bem que, no mundo, tem gente pra tudo. Há quem beba cachaça até pra dor de cotovelo.
Relaxado abraço!
Sosígenes Bittencourt
Saturday, November 12, 2011
FRAGMENTOS
*Tensão na Rocinha não afasta turismo.Turismo na Rocinha não afasta tensão.
*O técnico do Sport sonhou na Primeira Divisão.
Eu também sonhei...
*Carlos Lupi não é vontade de Dilma, é capricho do PDT.
*Quem exige amor, nunca é correspondido. Ninguém ama na marra.
*O aposentado anda com medo de que o aposentem do recebimento.
*No Brasil, a Esquerda e a Direita já não se matam pelo poder,
entram em conchavo.
*O controle remoto é recente, mas a sabedoria é remota.
*A galinha é uma inflação, inflada pela ração irracional que lhe dão.
*Uma vidente me disse que eu enricaria na velhice. Então, ainda estou muito jovem.
*Um dia, minha mãe descobriu que eu não mentia, fazia poesia.
*Quer saber o que são fragmentos? Estilhace um copo no chão.
Fragmentado abraço!
Sosígenes Bittencourt
Fala, Vitória
ENTREVISTA NO AMÉLIA COELHO
Convite que me deixou muito contente foi o formulado pela profª. Selma, para conceder entrevista aos alunos do Curso Fundamental na Escola Amélia Coelho. Coisa decente de gente que leva a vida a sério. Educada, chegou-me ao portão e logo me seduziu, pela simplicidade do comportamento e carinho dispensado. Não titubiei, negócio fechado. O evento deu-se na sexta-feira, eu passeando de carro pra lá e pra cá. Só você vendo. A escola tem ares de coisa cuidada por mãe de verdade. Os alunos parecem filhos. O muro limpo, a entrada varrida, a biblioteca climatizada. As professoras sorridentes, denotando vocação para a educação e o ensino. Ensinar é transmitir conhecimentos, educar é burilar o caráter do indivíduo. Resultado: a entrevista virou uma palestra. Fiquei tão alegre com o que vi, tão motivado com o evento, que resolvi motivar os alunos. Falei mais sobre a vida e o universo em que estávamos vivendo do que a vida que levei. Sobretudo a importância da fé na caminhada da existência. Todavia, uma vez perguntado, falei sobre o meu trabalho de difusão cultural na cidade, minha inspiração literária e o meu entusiasmo pela educação. E terminei deixando-lhes um resumo de minha ampla visão profissional: Ensinar é, para mim, uma forma de conviver. Minha escola é o mundo.
Entusiasmado abraço!
Sosígenes Bittencourt
Entusiasmado abraço!
Sosígenes Bittencourt
Friday, November 11, 2011
Teledramaturgia no Trabalho
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, errou a profissão. Sua vocação para teledramaturgia poderia estar nas novelas da Globo. Arriscaria menos a reputação e ganharia um bom dinheiro. Carlos Lupi deve ser resultado de compromisso político-partidário entre PT e PDT. Mas, se fazendo de desentendido, quando é acusado de conivência com irregularidades da pasta, Carlos fica puto da vida e dana-se a espernear. De tão atabalhoado, destila asneiras, relembrando assuntos que Dilma quer mais esquecer. Por exemplo, quando Carlos detona que só sai do Ministério à bala, na realidade não desafia Dilma - isso é tergiversação - contudo relembra uma esquerda perseguida, guerrilha, tortura, Ditadura Militar, uma série de baboseiras históricas que o momento político detestaria relembrar. Depois, quando convidado a rogar desculpas, Carlos se retrata e revela seu amor por Dilma. Outra tergiversação. Não é nada disso. Não há amor entre Carlos Lupi e Dilma Roussef, há acordo político-partidário. As palavras ideologia, esquerda, direita já não fazem parte do vocabulário político de nosso tempo, a palavra é “acordo”, cujo antônimo é "arenga". Ninguém dá o sangue nem mata por ideologia, na realidade cumpre compromissos. Por isso, Dilma deve estar muito injuriada com esses expedientes de Carlos, que parece não ouvir o pedido de “psiu” da presidente. Embora não querendo chamá-lo de desequilibrado, mas o ministro do Trabalho, que fala mais do que o homem da cobra, termina sendo demitido por falta de “equilíbrio” parlamentar.
Desastrado abraço!
Sosígenes Bittencourt
Thursday, November 10, 2011
Foto
OFEGANTE AFEGÃ
O retrato desta afegã está simplesmente cinematográfico! Flagrante de 1984, o clássico pertence à coleção de fotografias do fotógrafo estadunidense Steve McCurry, que acaba de ganhar um prêmio, exibindo 100 fotos em São Paulo. Chega dá vontade de ver o resto.
A menina parece um animal acuado, cujos olhos devem ressaltar o pânico que conduz n’alma. De tão fotojornalística, tão textual, já foi capa da National Geographic. De tão expectante, parece ofegar.
Ofegante abraço!
Sosígenes Bittencourt
Wednesday, November 09, 2011
No Dia da Audição
O povo costuma dizer que, se conselho fosse bom, não se dava, se vendia. Cá com meus botões, eu já acho que quem não ouve conselho, raras vezes acerta. Por exemplo, quanto conselho se dá para não se usar grampo, palito de fósforo, tampa de caneta e outros bregueços pérfurocontundentes, para cutucar os ouvidos. Agora mesmo, anda-se aconselhando não implantar fone de ouvido, no pavilhão auricular, como prótese sonora. Afinal, é bom preservar os ouvidos, porque são dois e uma boca, o que nos aconselha ouvir mais do que falar.
Voltaire dizia que tudo que entra pelo ouvido, vai direto ao coração, o que me levou a deduzir que o coração é a grande metáfora do amor. Porque o coração é o termômetro do sentimento, a mente é que ama. Portanto, não sejas mal-ouvido, ouve conselho, sobretudo os conselhos daqueles que te amam.
Mavioso abraço!
Sosígenes Bittencourt
Monday, November 07, 2011
Se a moda pega
A impressão é de que os alunos da USP querem se distrair. Vamos por princípio. Escola não é lugar de distração, escola é lugar de concentração. A Universidade é uma escola, não é parque de diversão. Depois, os alunos da USP que querem estudar, obviamente, não querem conviver com barulho, pessoas se drogando, nem cavalaria dentro das dependências da Universidade. Esse grupo de alunos que reivindica o direito de fumar maconha no campus universitário deve estar querendo atropelar o direito da maioria, ou seja, querem direitos especiais. Outro detalhe, conviver com drogado é uma coisa, conviver com pessoas se drogando é outra coisa. Eu não quero um animal se drogando na sala de minha residência. Ninguém pode me obrigar a aceitar um alcoólatra enchendo o latão de pinga junto de mim. Esses estudantes querem ficar de papo pro ar, dentro da Universidade, pitando marijuana, inalando crack, como se fosse direito a distração. Daqui a pouco, será direito fumar maconha na igreja, na sala de espera, no elevador, no velório, etc, etc. O que se pode esperar de uma pessoa que está se drogando? O imprevisível. O drogado não modifica o mundo, quem se modifica é ele. E você pode não querer ser visto por alguém que está vendo o mundo diferente. De repente, o cara pode pensar que você é o Cão do Terceiro Livro, que você é doido, que você é um fantasma, e aí? Imagine se a moda pega e todos têm o direito de fazer o que quiser nas escolas. Uma procissão de alunos adentrando a Faculdade, de maconha no bico. Todo mundo louco, se desabotoando, podendo imitar o coito em pé, embolando pelo chão, como as mulheres do deus Dionísio. Observe bem o que esses alunos que invadiram a Reitoria fizeram. Quebraram móveis, riscaram as paredes, lambuzaram tudo, como se estivessem em seu chiqueiro. Desconhecem que aquilo é bem público. Como é que querem ter direitos, atropelando direitos. Na Universidade tem aluno decente, tomado banho, trocado de roupa, exame de vista, livro debaixo do braço, querendo estudar e fazer o futuro. Gente que sente prazer em estudar. Porque estudar não dói, estudar é um movimento sublime d'alma, é fator de real amadurecimento da sociedade, de convivência saudável, semeadura da Democracia. O mundo espera tudo daqueles que estudam, confia naqueles que se formam, e não espera boa coisa daqueles que se drogam.Equivocado abraço!
Sosígenes Bittencourt
Filmando o destino
Oxalá esteja na câmera do cinegrafista a imagem do seu algoz.Pode-se imaginar que Gelson Domingos da Silva, de 46 anos, foi vítima de “aberratio ictus”, ou seja, morto fatalmente por um tiro direcionado a um policial. Quer dizer, erro quanto ao alvo. Contudo, não custa desconfiar de que o traficante tenha atirado no cinegrafista, na favela de Antares, Zona Oeste da Cidade outrora Maravilhosa. Relembremos Tim Lopes, torturado e incendiado porque bisbilhotava atividades de narcotraficantes no Rio. Esses funcionários do tráfico, que perderam o amor à vida, não sentem patavinas em relação à vida dos outros. Aliás, eles não matam porque usam drogas, matam para traficá-las. A revolta é com a contrariedade e julgam que matam em legítima defesa. Alguns são viciados e outros detestam. A questão é que droga virou mercadoria e tráfico virou meio de vida. Coisa de Terceiro Mundo, apregoada à falta de emprego, misturada com falta de educação. Gelson estava trabalhando, era um cara batalhador, não tinha nada a ver com o pato. A família confessa que Gelson saiu de casa, naquela manhã, rezando. Parece obra do destino, picardia dos deuses. Porque quem entende de estratégia de operacionalidade são aqueles policiais troncudos, pesadões, que sabem se safar de tiro, embolando pelo chão e se acocorando nas esquinas. É bom tomarem como exemplo. Cinegrafista, dia de domingo, no Rio, é pra se refrescar na orla marítima de Copacabana, empunhando chopp, namorando a vida, não para desafiar a morte. Porque esse negócio de tráfico, de nóia, não tem quem acabe, principalmente porque ninguém quer acabar.
Requiescat in pace!
Sosígenes Bittencourt
Saturday, November 05, 2011
Quadro de Frases
Quem não nasce não sofre.
Quem não nasce não chora.
Quem não nasce não morre.
Moacyr Franco
Crise financeira e ilusões
Quando eu ouço falar em crise financeira, só penso numa série de palestras que tratam de 3 ilusões extremamente eufóricas, mas que exigem limites: a paixão, o dinheiro e o poder. Observe o ensaio sobre as palestras, resumido por Renato Janine Ribeiro: "Vamos falar de pelo menos três ilusões: uma foi a dos valores vazios, que a crise depreciou, ao preço de inúmeras falências; outra é a do amor-paixão, que nos faz atribuir todas as perfeições a uma pessoa que, obviamente, não pode ser tanta coisa assim; e a ilusão do poder, que nos engana sobre os outros: quem manda sente vaidade, quem o cerca o bajula. Ora, nosso mundo não consegue um entusiasmo que não seja eufórico. Mas um entusiasmo assim é ilusório. É possível viver sem ilusões? Penso que não é mais esta a questão, e sim: É necessário viver com menos ilusões."
Mas, sobre a questão financeira, em rápidas pinceladas, Renato fala sobre "como que menos é mais e como que mais é menos". E vira-se para a plateia, assegurando que muitos dos que ali estão, estariam gastando muito mais do que o necessário para sobreviver. Depois, que era preciso certas perdas, certos prejuízos, para uma retomada de vida mais consistente, onde o menos seria mais, depois que o mais passou a ser menos. Isso não só serve para a Europa, que vive uma crise, considerada por Delfim Neto como antiga, mas para as pessoas de um modo geral.
Econômico abraço!
Sosígenes Bittencourt
Econômico abraço!
Sosígenes Bittencourt
Friday, November 04, 2011
Sport 4, Boa Esporte 1
Não foi uma boa o que aconteceu com o Boa, mas foi uma boa o que aconteceu com o Sport. O que não é uma boa é pensar que o Sport, por causa dessa goleada, irá para o Grupo dos 4. Não. Ele irá para o Grupo dos 4, se fizer o que não fez durante o Campeonato: Gol! O Sport estava com fastio desde que meteu 4 gols no Vitória da Bahia. Contra o Náutico, por exemplo, foi um time apático. Aliás, o Sport não é um time, é um bando de jogadores. E bandoleiros. O que a diretoria não entendeu é que os bandoleiros não quiseram jogar com PC Gusmão. Esperou demais para mandá-lo embora. Jogador de futebol tem essa safadeza. Agora, dizer que o Sport irá para o Grupo dos 4, por causa desta proeza, é precoce. Vai depender de boa vontade. Elenco tem, mas é preciso garra e arrumação tática. O grupo precisa ser um time, não um bando de jogadores. Por que foi que resolveram jogar, ontem, depois que a vaca já está indo pro brejo, e não o fizeram antes? Júnior Viçosa sabe, ou não sabe fazer gol? Com a resposta a Diretoria do Sport.Rubro e Negro abraço!
Sosígenes Bittencourt
Wednesday, November 02, 2011
Passa o Dia de Finados
Passa o Dia de Finados. Finda o Dia de Finados.E ninguém vê finados. Porque finados findaram,
não têm hora, dia, tempo, mais nada...
Passa o Dia de Finados
tão rápido quanto fora a vida dos finados.
Ninguém desejaria que os finados voltassem
ao mundo para findar outra vez.
Já nos basta morrer uma vez.
Porque só os finados estão livres da morte.
Sobretudo, do medo da morte.
Seria suprema malvadeza do destino nos impor
mais de um fim, embora morra nossa infância,
nossa adolescência, nossa mocidade
e sigamos vivos, vivos até o fim derradeiro.
Passa o Dia de Finados.
E perpassam os finados que conhecemos.
Parece até que os vemos.
De preferência, sorrindo. O mesmo jeito,
a mesma voz, os trejeitos, o figurino.
Nós é que ficamos tão diferentes. Talvez,
nem soubéssemos conversar com os finados,
como antigamente.
Sosígenes Bittencourt
Tuesday, November 01, 2011
Dia de Finados
Sunday, October 30, 2011
Cauby aos 80 anos
Apesar da carinha de mulher, Cauby Peixoto é uma das vozes masculinas mais bonitas do Brasil. Para você ter uma ideia, já foi considerado o Elvis Presley brasileiro. O seu estilo é chamado de estilo “dândi”, voz grave e aveludada, cabeleira e figurino exóticos. De família de músicos, Cauby é um carioca, do signo de aquário, dado à luz em fevereiro de 1931. Risonho e descontraído, como se estivesse na aurora da existência, nem liga para as suas 80 primaveras, dizendo que conserva a voz não tomando nada gelado, sem vícios e nunca se aperreando. Indagado sobre o segredo de não se aperrear, confessa que é porque convive com pessoas calmas. Naturalmente, é uma permuta de compreensão e paciência, porque quem é calmo também acalma. E se alguém duvida do exposto, é só comprovar, ouvindo sua voz. Um verdadeiro espetáculo!Exemplar abraço!
Sosígenes Bittencourt
Friday, October 28, 2011
FRAGMENTOS
*Não há nada mais eterno do que o passado, pela impossibilidade de modificá-lo.*Vejo poesia em tudo. Por isso, ando pela calçada.
*Somos excelência em ciência e tecnologia, mas pobres em sabedoria.
*Há amores acidentais e amizades essenciais.
*Ando à procura de um "talvez", e talvez você seja o meu "onde".
*Não há maior distração do que ser humano.
*Ninguém pensa nem age para ter paixão, mas pensa e age porque tem paixão.
*Vivo estudando. Quando não tenho o que fazer, estudo.
*Leio desde quando não sabia ler e escrevo desde quando não sabia escrever.
*Todo homem crê no limite de sua fé e descrê no limite de sua descrença.
*Forte não é quem bate, mas quem defende.
Rico não é quem tem, mas quem ajuda.
Inteligente não é quem humilha, mas quem ensina.
Sosígenes Bittencourt
Lixo ianque, luxo brasileiro
Nada contra o sangue de nossos irmãos. Somos um país católico. Por Jesus, como somos. Mas, reaproveitar lençóis de lixo hospitalar norte-americano é muita seboseira. Primeiro, é preciso saber o que diabo veio fazer lençol ensanguentado dos Estados Unidos em Suape, indo parar em Santa Cruz do Capibaribe e Campina Grande. Qual o vampiro que trouxe, por que trouxe, o Drácula que obteve e como obteve para revender? A Receita Federal pegou 2 contêineres com 46 toneladas de nojeira hospitalar em Suape. Tinha até seringa usada, sabe-se lá em que nádega utilizada. Imagine se o material não fosse proibido de entrar nesta joça e não fedesse como fede. Na Paraíba, tem casal de namorados fazendo nenen sobre o lixo em motéis de luxo. Gente ligada à saúde diz que esses panos têm de ser esterilizados, não podem ser simplesmente ensaboados e estendidos no arame. Não é só sabão Jabacó e água sanitária pra tirar o grude. Funcionários camuflados, da Folha de São Paulo, compraram 4 kg de lençóis, a 10 mil réis o kg, em uma loja de tecidos e retalhos na pátria da máquina de costura. Os empregados da loja alegaram “problemas no sistema” para não expedir nota fiscal. Tudo conversa fiada. Depois, botaram o rabinho entre as pernas, bateram as portas e se picaram. Tão bonzinho que era o comércio de Santa Cruz do Capibaribe, agora “americanalhado” desse jeito. Parece mais a Transilvânia do sanguessuga do cinema. Um povo tão criativo e trabalhador. Vá ver que tem gente ambiciosa, metida nesse negócio de vender lixo pra luxar.Sanitário abraço!
Sosígenes Bittencourt
Tuesday, October 25, 2011
Lenga-lenga no Orkut sobre uso de drogas
O ser humano que conhecemos é um ente que deseja. Os brucutus comiam porque sentiam fome. Nós sentimos fome, desejamos comer chocolate. O desejo não busca o prazer, busca um objeto. Tanto que há desejos que buscam o que não dá prazer. Todo ser humano é suscetível de viciar-se. Conhecemos gente que mete o pau em quem bebe e fuma, mas come feito bicho. Vício é todo hábito que faz mal. Há também diferença entre USUÁRIO e DEPENDENTE. O usuário usa, o dependente depende. O usuário usa quando quer, o dependente não consegue parar de usar. O usuário guarda uma garrafa de vinho para beber no sábado com a namorada. O dependente troca os carinhos da namorada pelo vinho. Enfim, se a droga existe e o viciado tem como adquiri-la, não tem como evitar a negociação. É caso sem remédio. Só há duas saídas: ou você tira a droga de circulação, ou pune o viciado pelos ERROS que eventualmente COMETER. Não se combate droga mimando usuário nem enclausurando inocente, com pena nem ódio de quem usa. Drogado não tem que ser acariciado nem castigado. Não se combate droga, criminalizando o uso. Se usar droga fosse crime, porque é vício e faz mal, você não poderia ingerir fritura nem transar com pessoas de grupo de risco. Copiou?Ébrio abraço!
Sosígenes Bittencourt
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