Thursday, October 12, 2017

ENCONTRO CASUAL GRAMATICAL



Encontrei-me, casualmente, com o curioso amigo Cristiano Pilako, na avenida 15 de novembro, em Vitória de Santo Antão, ladeado por minhas mãe Damariz e tia Ricardina, quando fui interpelado sobre uma dúvida na área da Língua Portuguesa.
Na realidade, a pergunta era a seguinte: quando se deveria usar “tem de” e “tem que”.
O uso correto, desde antigamente, é “tem de”, porque o “que” refere-se a um termo anterior, é pronome relativo. Como no exemplo: É possível que você tenha que me emprestar o carro hoje. (Observe que “tenha que” refere-se ao termo anterior “você” e indica uma possibilidade.)
Já, na oração, "A Prefeitura teve de indenizar os garis" - observe que “teve de” refere-se a um termo posterior “os garis” e indica obrigatoriedade ou necessidade. Compreende?
Agora, por causa do uso coloquial do “tem que”, praticado como uma anomalia gramatical prepositiva, foi absorvido como normal, não causando demérito a quem usa nem reprovando o incauto usuário.  
Sosígenes Bittencourt
  

Monday, October 02, 2017

FRAGMENTOS

 
Se o brasileiro fosse louco por Estudo como é por Futebol, o país seria melhor DA bola, teria mais juízo.

Thursday, September 28, 2017

FRAGMENTOS



O Brasil e o país do futuro (distante),
morremos (antes).
Sosígenes Bittencourt

Sunday, September 24, 2017

COITO DE GATO



De madrugada, a lamúria de gatos em reprodução
parecia um pranto de enlutados sobre um caixão.
Seres humanos caem no choro quando perdem o objeto amado, ou partem para perpetrar crime, quando são vítimas de violenta paixão. Não há veterinário que me explique tanta choradeira num coito, como fazem os gatos, do Alasca à Terra do fogo.
Sosígenes Bittencourt