SalgadinhoSalgadinho, Salgueiro e Panelas
Água Preta, Águas Belas
Cortês e Custódia
Orobó e Orocó
Bezerros, Lagoa dos Gatos
Sairé e Saloá
Sanharó e Santa Maria do Cambucá
Aliança e Calçado
Pedra, Lajedo e Granito
São José do Egito
Gameleira e Afogados da Ingazeira
Taquaritinga do Norte e
São Benedito do Sul
Serinhaém e Tracunhaém
Bonito, Rio Formoso
Quipapá e Gravatá
Inajá e Itamaracá
Frei Miguelinho, Santa Terezinha
Petrolina e Petrolândia
Camarajibe e Santa Cruz do Capibaribe
Goiana e Cumaru
Camutanga, Ipubi e Jupi
Camucim e Itapetim
Poção, Pombos
Xexéu e Exu
Calumbi e Caruaru
Iati e Ouricuri
Agrestina e Abreu e Lima
Moreno e Amaraji
São Caetano, São Joaquim do Monte
São José da Coroa Grande
São José do Belmonte
Solidão e Tacaimbó
Jaboatão e Cabrobó
Ibirajuba, Itacuruba
Jataúba e Timbaúba
Palmares e Palmeirinha
Vertentes e Verdejante
Macaparana, Paranatama
Tuparetama e Toritama
Cedro, Machados e São João
Chã de Alegria e Jaboatão
Triunfo, Venturosa e Glória
Vitória de Santo Antão
Sosígenes Bittencourt
Monday, November 14, 2016
Friday, November 11, 2016
FRAGMENTOS
Eu não consigo torcer contra o Brasil.
A esperança nutre-se de vitória, não de derrotas.
Sosígenes Bittencourt
Thursday, November 10, 2016
A QUENTURA, MURIÇOCAS E BARATAS
As fobias renascem. Não raro, os tementes a barata, munem-se
de bisnagas de inseticidas, e os apavorados com pernilongos buscam repelentes atmosféricos ou de esfregar na pele. Fobia é uma
espécie de medo de leão sem leão. Uma barata ganha a dimensão de um dinossauro.
E como sofrem as criaturas. Aquele funcionário público que tem de se levantar cedinho para tomar 3 conduções para chegar ao trabalho, amarrotado, sonolento e suado, depois de uma madrugada revirando-se na cama, acendendo a luz para aspergir veneno em muriçoca. Aquela dona de casa que tem de preparar o café, de madrugadinha, botar feijão no fogo e levar os meninos para a escola, depois de uma noitada de vigia, com os olhos aboticados nas paredes e se envergando para olhar debaixo da cama.
E como sofrem as criaturas. Aquele funcionário público que tem de se levantar cedinho para tomar 3 conduções para chegar ao trabalho, amarrotado, sonolento e suado, depois de uma madrugada revirando-se na cama, acendendo a luz para aspergir veneno em muriçoca. Aquela dona de casa que tem de preparar o café, de madrugadinha, botar feijão no fogo e levar os meninos para a escola, depois de uma noitada de vigia, com os olhos aboticados nas paredes e se envergando para olhar debaixo da cama.
No tempo de eu menino, contavam que
havia um comerciante tão pirangueiro, na cidade, que as baratas de sua
mercearia morriam desnutridas por não terem acesso às mercadorias.
As muriçocas de hoje são falsas,
misturando-se com o aedes aegypti, aquele pernilongo de meião alvinegro, cuja
fêmea nutre-se vampirescamente do sangue do indivíduo, ameaçando-o de morte.
Monday, November 07, 2016
ENEM, NEM TANTO
Às vezes, eu sou acusado de meter o bedelho onde não sou convidado. Mas, matutando sobre o ENEM e outras práticas examinadoras e educativas, observo alguns aspectos que preciso desembuchar. Por exemplo, nunca entendi por que tanto assunto no crânio de um aluno de Ensino Médio. Ademais, a profundidade com que são cobradas as matérias, a exigir raciocínio em nível universitário. O adolescente não pode com tanta coisa. Obviamente, não me refiro a gênio nem excepcional, falo sobre o comum dos mortais. Nem mesmo um universitário é pressionado a armazenar tamanha salada de conhecimentos. E para dirimir qualquer dúvida sobre o que denuncio, eu pediria aos fazedores de jornadas vestibulares que se submetessem a essas sabatinas e publicassem suas notas. Já meditaram?
Sosígenes Bittencourt
Wednesday, November 02, 2016
PASSA O DIA DE FINADOS
Passa o Dia de Finados. Finda o Dia de Finados.
E ninguém vê finados. Porque finados findaram,
não têm hora, dia, tempo, mais nada...
Passa o Dia de Finados
tão rápido quanto fora a vida dos finados.
Ninguém desejaria que os finados voltassem
ao mundo para findar outra vez.
Já nos basta morrer uma vez.
Porque só os finados estão livres da morte.
Sobretudo, do medo da morte.
Seria suprema malvadeza do destino nos impor
mais de um fim, embora morra nossa infância,
nossa adolescência, nossa mocidade
e sigamos vivos, vivos até o fim derradeiro.
Passa o Dia de Finados.
E perpassam os finados que conhecemos.
Parece até que os vemos.
De preferência, sorrindo. O mesmo jeito,
a mesma voz, os trejeitos, o figurino.
Nós é que ficamos tão diferentes. Talvez,
nem soubéssemos conversar com os finados,
como antigamente.
Sosígenes Bittencourt
E ninguém vê finados. Porque finados findaram,
não têm hora, dia, tempo, mais nada...
Passa o Dia de Finados
tão rápido quanto fora a vida dos finados.
Ninguém desejaria que os finados voltassem
ao mundo para findar outra vez.
Já nos basta morrer uma vez.
Porque só os finados estão livres da morte.
Sobretudo, do medo da morte.
Seria suprema malvadeza do destino nos impor
mais de um fim, embora morra nossa infância,
nossa adolescência, nossa mocidade
e sigamos vivos, vivos até o fim derradeiro.
Passa o Dia de Finados.
E perpassam os finados que conhecemos.
Parece até que os vemos.
De preferência, sorrindo. O mesmo jeito,
a mesma voz, os trejeitos, o figurino.
Nós é que ficamos tão diferentes. Talvez,
nem soubéssemos conversar com os finados,
como antigamente.
Sosígenes Bittencourt
Tuesday, November 01, 2016
HALLO RUIM
Penso que o halloween daria muito bem para ser uma festa para adultos,
uma sátira, com bom humor e sensualidade. Fantasias vampirescas, risadas
abracadabrantes e chupada no pescoço. Não vejo nada que sirva para criança.
-
Painho, deixa eu ir para a festa do Halloween!
- Para ver o quê, meu filho?
- Para ver as bruxas, painho!
- Não precisa, meu filho.
- Por quê, painho?
- Você já dorme com a sua mãe todas as noites, meu filho.
- Para ver o quê, meu filho?
- Para ver as bruxas, painho!
- Não precisa, meu filho.
- Por quê, painho?
- Você já dorme com a sua mãe todas as noites, meu filho.
Isto não é uma piada, mas um fato que
passei a denominar de "Hello ruim". Não sei o que seria pior, o fato,
ou você fantasiar o seu menininho de vampiro, colocar-lhe duas presas e
explicar que é para chupar o sangue de sua coleguinha.
No Brasil, não há nenhuma lei que proíba opinião, mas há preconceito quanto a opinião. As pessoas gostam de ser iguais, se amoldam, temem ser diferentes. Acham confortável concordar e temem discordar ou ter opinião própria. Ora, se você discorda de toda novidade, você envelheceu, porém se você concorda com toda novidade, você estará sendo volúvel.
No Brasil, não há nenhuma lei que proíba opinião, mas há preconceito quanto a opinião. As pessoas gostam de ser iguais, se amoldam, temem ser diferentes. Acham confortável concordar e temem discordar ou ter opinião própria. Ora, se você discorda de toda novidade, você envelheceu, porém se você concorda com toda novidade, você estará sendo volúvel.
O nosso Saci-Pererê é um ente
traquinas que surgiu, inicialmente, no folclore nacional, entre indígenas, na
região sul do país. Depois, sofreu influência e foi sendo remodelado, ganhou
uma carapuça, um cachimbo, perdeu uma perna, supostamente numa luta de
capoeira, e por aí vai. Agora, no lugar de ensinar essa historinha às nossas
crianças, nós vamos buscar uma bruxaria lá dos Celtas, nos confins da Europa, e
fantasiar nossos meninos de vampiro, simbolizando um Drácula que se alimentava
de sangue humano para sobreviver. Enfim, que brincadeira é essa? Será por que seria
difícil sair pinotando numa perna só?
Espantoso abraço!
Sosígenes Bittencourt
Sunday, October 30, 2016
NO BAR DA COCHEIRA
O Bar da Cocheira fica como quem vai para o Matadouro. É uma casa de família. O barzinho é um fundo de quintal, de dona Léo de Zé Pedreiro. Quando bate a tardinha, sobe aquele aroma adocicado de chiqueiro de porco, relembrando a década de sessenta. Zé Pedreiro não diz nadinha, pai das meninas, de mulheres diferentes, todas contentes. A mais velha deve ser Maria de Nazaré, loirinha, meio sofrida por uma paixão que se acabou. Na televisão, toca até Zezo dos Teclados, com aquela gemedeira romântica que faz a mulherada querer beijar na boca. Tem dobradinha, quiabada, sarapatel, tripinha de “pôico”, tudo no estrinque. Chega dá vontade de tomar uma lapada de cachaça e passar a boca na manga da camisa. Todo ser humano tem um maloqueiro dentro do peito. Sobretudo se nasceu no interior, no tempo que fazer sexo era pecado e urinar na rua era falta de educação. Deus me defenda! No tempo que mulher da vida chamava-se rapariga e tinha mais vergonha na cara do que a geração de Malhação. Morreram quase todas. Outro dia, eu vi Maria Guarda-Roupa.
O Bar de dona Léo fica lá na esquina, como quem vai para o Matadouro. As meninas descem da Faculdade e vão beber cerveja. Tem até estudante de Pedagogia. Umas meninas sabidas, falantes, de batom, cabelo na escova e sadália de dedinho. Se não fosse isso, a vida seria muito chata.
Sosígenes Bittencourt
UM MORTO ANDANDO PELA CIDADE
Amanheço morto na cidade. Tomo conhecimento de que morri logo cedo. Sou um morto muito especial, porque posso negar a minha morte, abrir a porta e sair andando, respirando o ar, rever as ruas, os lugares antigos por onde passei quando criança e que o tempo foi modelando, ora para melhor, ora para pior. Posso perceber, agora, que alguns lugares é que morreram. Caminho com um ar importante pelas ruas, porque posso descrever o que desapareceu. O cheiro doCafé São Miguel, as meninas do Colégio Municipal, picolé de mangaba, disco de vinil com o retrato de Carlos Gonzaga, sessões dominicais de cinema, com sabor de ping-pong, Rock Lane a cavalo. Sou um morto que pode contemplar o nojo, a paixão e o tédio dos que me rodeiam e me julgam. Tenho direito a mais um dia, um jantar, telefonar para marcar um encontro. Principalmente, ir ao encontro e praticar, meticulosamente, a arte de dar e receber amor, como na milenar receita de Vatsyayana, o Kama Sutra de todo dia. Sinto-me vaidoso de minha morte. Sem esquife, castiçal, lampejo de vela, coro lúgubre de carpideiras e meu derradeiro desfile, horizontal, pela cidade.
Respondo a alguém que me telefona para saber a verdade: Morrer na boca do povo faz mais sucesso do que morrer de verdade. Não é todo dia que se é um morto andando pela cidade.
Respondo a alguém que me telefona para saber a verdade: Morrer na boca do povo faz mais sucesso do que morrer de verdade. Não é todo dia que se é um morto andando pela cidade.
Sosígenes Bittencourt
Monday, October 24, 2016
RECADO À VAIDADE
Acorda, vaidade, o tempo está passando
e já estás precisando
do que rejeitas por vaidade.
A dor do tempo não conhece vaidade,
e vaidade não cura enfermidade.
Vaidade é coisa vã e de pouca duração,
e toda grandeza prospera na humildade.
Sosígenes Bittencourt
PROGRAMA DE DOMINGO PARA CINQUENTÃO SAUDOSISTA
Se
você acha que o seu namoro perdeu a graça, experimente relembrar o que você
fazia quando havia graça. Você chegava com o coração pinotando de desejo e
começava a cortejar a menina que você amava. Então, faça o movimento inverso,
comece a cortejá-la que o desejo irá aflorar. Escolha um lugar que tenha flores
e cante uma canção do seu tempo.
Saudoso
abraço!
Sosígenes
Bittencourt
Tuesday, October 18, 2016
RIQUEZA, SABEDORIA E HUMILDADE
O dinheiro, para fazer um homem rico, é preciso ser poupado ou bem investido. O conhecimento, para virar sabedoria, precisa do uso da razão. Não é difícil encontrarmos esses exemplos. Difícil é encontrar uma alma humilde, como Mahatma Gandhi, que era chamado de "a grande alma".
Sosígenes Bittencourt
Saturday, October 15, 2016
MINIBIOGRAFIA
Ensinar, para mim, é uma forma de conviver.
Minha escola é o mundo.
Estudar, para mim, é uma forma de conviver,
Minha escola é o mundo.
Sou professor no que ensino;
no que estudo, sou aluno.
Sou filho de professora Damariz,
meio gente, meio pó de giz.
Fazer poesia é destino,
sou poeta desde menino.
Porém, sou poeta trabalhado,
o meu dom é divino,
mas o estudo é sagrado.
Sosígenes Bittencourt
Friday, October 14, 2016
ÍNDIO E CARA-PÁLIDA
Por que será que os índios não batem em criança? Ora, porque os índios não enganam as crianças. Logo, as crianças não têm como desobedecê-los, pois não há duas atitudes, dois comportamentos incompatíveis a serem seguidos. Também não bate em criança, temendo ser abandonado por ela. Cara-pálida não precisa castigar para ser abandonado.
O índio não lambuza o rio, porque o rio é um deus. Cara-pálida polui o rio porque não crê em Deus.
Sosígenes Bittencourt
Wednesday, October 12, 2016
DIA DA CRIANÇA
O importante não
é fazer uma criança sorrir no Dia da Criança,
é não permitir que ela chore pelo resto dos dias.
Sosígenes
Bittencourt
Tuesday, October 11, 2016
CONVERSANDO BESTEIRA
Um dia, eu
voltava de Caruaru, de manhãzinha, depois de uma noitada com duas amiguinhas e
haver adormecido no Hotel Continental, quando percebi que dirigia por outra
estrada. Aí, interpelei um matuto: - Aqui, vai pra onde?
Aí, o matuto: -
Vai pra Campina Grande!
Aí, eu engrenei
uma marcha a ré e fui procurar Encruzilhada, uma cidadezinha do tamanho de uma
encruzilhada. Lá, eu comi uma carne de sol com macaxeira tão gostosa que me
danei a conversar besteira. Uma delas foi assim: - Você sabe por que a mulher
do burro é uma besta?
Aí, as meninas:
- Sei não, mestre.
Aí, eu: - Porque,
quanto mais burro, mais besta ela fica.
Abestalhado
abraço!
Sosígenes
Bittencourt
ESTUDANDO PORTUGUÊS
A
Vírgula
Vírgula
pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere...
Não, espere.
Não espere...
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
23,4.
2,34.
Pode
criar heróis...
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela
pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A
vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A
vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Detalhes
Adicionais:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...
Sosígenes
Bittencourt
Saturday, October 08, 2016
A CORAGEM DE PENSAR
Eu sempre fui vítima de preconceito poético-filosófico por parte dosNORMOPATAS. Eles acham que ser normal é ser igual, é trabalhar para ganhar dinheiro, casar e ter filhos, não passando tudo o mais de mera loucura.
Pensar é um ato de coragem. Sobretudo, expor aquilo que se pensa. Uma das maiores vítimas da exposição dos próprios pensamentos foiSócrates, 469-399 antes de Cristo, condenado a beber veneno por arrotar suas verdades.
Todos me cumprimentam, mas não me querem para engraxar os seus sapatos. São polidos no tratamento, mas não querem ouvir discurso sobre polimento. Esquecem que o homem é um animal sem solução. Haja vista, o quanto somos feitos de tempo e daquilo que fazemos com o tempo que temos. E nada deste mundo nos sobrará.
Eu sou decepcionado com a riqueza porque ela não nos permite mover as amarras do destino. Não há riqueza que nos evite dos acontecimentos nem do sofrimento, estando linearmente no mesmo plano. O dinheiro pode prolongar a dor, mas não pode evitar o sofrimento nem a morte. Observe-se um idoso entubado numa UTI, num hospital particular de luxo, e me diga qual a diferença para um outro num açougue público, horizontalmente submetidos à impressãode mesmo prolongamento da dor e adiamento da morte.
Reflexivo abraço!
Thursday, October 06, 2016
NÃO RIA SE PUDER
LAPADA DE CANA
OU A GALINHA DOS OVOS DE OURO
Estava, certo
dia, em frente a um mercadinho, no meu bairro, quando um bêbado se aproxima e,
com aquele tradicional bafo de múmia, pergunta: - Professor, vende-se lapada de
cana?
Aí, eu: - Não,
meu senhor, vende-se cana e dá-se lapada.
Neste mesmo
Mercadinho, meu pai foi vítima de um assalto. Foi comprar uma galinha, com 170
reais no fundo das calças, e lhe roubaram a mufunfa. Eu perguntei se ele queria
comprar a Galinha dos Ovos de Ouro.
ASSALTO E SOBRESSALTO
Um dia, 3 assaltantes empunharam os
revólveres perante minha fisionomia e um deles me admoestou:
- Se se mexer, eu atiro.
Aí, eu: Como posso tirar minha
carteira sem me mexer?
Aí, o ladrão: - Bora, bora, bora!
Aí, eu: Isto é um assalto?
Aí, o ladrão: - Bora, bora bora!
Aí, eu mostrei-lhes a carteira e
expliquei: - Isto é um sobressalto.
Não havia um centavo na minha
carteira.
BAIANADA EM
SÃO PAULO
Um dia, um
casal baiano chegou em São Paulo e viu a Polícia lascando o cassetete num cara,
porque ele estava com cocaína no cós da calça. Aí, a esposa do baiano
aconselhou: - Ih! Raimundo, vamos voltar para a Bahia, esse cara está apanhando
porque foi pego com cocaína, imagine quando souberem que a gente cheira.
Sosígenes Bittencourt
Monday, October 03, 2016
DECÁLOGO PARA PREFEITOS ELEITOS
1)
Não dê o dinheiro público ao povo, isto é crime
grave e traz enormes prejuízos aos cofres do município, inviabilizando a administração
da cidade.
2)
Não dê emprego indiscriminadamente, selecionando
os melhores, empregando pela competência para melhor poder governar.
3)
Preste conta da arrecadação do município, porque
este dinheiro emana do povo e ao povo pertence.
4) Enumere prioridades, educando e convidando a
população a colaborar, em parceria, com a melhoria da qualidade de vida da
cidade. Ninguém governa sem o governado.
5)
Não insulte inimigos políticos, comemore sua
vitória, mostrando serenidade e eficiência na administração pública, para
justificar o seu triunfo.
6)
Não exiba riqueza, combata veementemente a
ostentação, portando-se com respeito aos mais humildes, comprovando o fito nobre de representá-los.
7) Não pergunte o que quer o povo, antes de privilegiar
a educação, pois a educação pode não significar tudo para o povo, mas, sem
educação, não há nada.
8) Cuide das extremidades da vida, porque as crianças
cuidarão de nós, e os idosos já cuidaram de nós - é a eles que devemos tudo.
9) Não use o poder para dominar, pois a melhor
forma de dominar é sem dominar, é consultando e convencendo as pessoas. Jamais
alguém dominou pela força para não ser condenado.
10) Enfim, visite as Igrejas, sem discriminação de
Fé, baseado na revelação de Samuel: O Senhor não vê como o homem: o homem vê a
aparência, mas o Senhor vê o coração".
Sosígenes Bittencourt
Friday, September 30, 2016
A DEMOCRACIA E VOCÊ
No dia da eleição, preste atenção. Não vá com ânsia ao período de vacância. Das 8 às 17h, ninguém manda no poder, ninguém governa, quem ocupa o poder é você. Não espere que a Justiça julgue os políticos, julgue-o, você.
O poder de absolver ou condenar um político foi concedido a você. O seu voto será martelo, será juiz. O seu voto fará justiça sem que ninguém possa julgar você. Não preserve político no poder, não o enrijeça, não o transforme em seu ditador. A alternância de poder é um pressuposto da Democracia, e quem poderá praticá-la é você. Quem educa político e postulante a cargo eletivo é você.
Sosígenes Bittencourt
O poder de absolver ou condenar um político foi concedido a você. O seu voto será martelo, será juiz. O seu voto fará justiça sem que ninguém possa julgar você. Não preserve político no poder, não o enrijeça, não o transforme em seu ditador. A alternância de poder é um pressuposto da Democracia, e quem poderá praticá-la é você. Quem educa político e postulante a cargo eletivo é você.
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